Um novo estudo revela que sete países concentram dois terços da produção mundial dos quatro tipos de plásticos mais comuns, com destaque para China, Estados Unidos e Arábia Saudita. A pesquisa foi conduzida pelo gabinete britânico de consultoria ambiental Eunomia em parceria com o grupo de pesquisa Zero Carbon Analytics e divulgada durante negociações da ONU, em Genebra, sobre o primeiro tratado global para combater a poluição plástica.
O levantamento foca na produção de quatro tipos de polímeros virgens — aqueles que não foram reciclados:
- Polietileno (PE) – usado em sacolas e embalagens
- Polipropileno (PP) – embalagens, utensílios e peças automotivas
- Polietileno tereftalato (PET) – garrafas de água e refrigerantes
- Poliestireno (PS) – embalagens de alimentos e descartáveis
Ranking dos maiores produtores
- China: 34%
- Estados Unidos: 13%
- Arábia Saudita: participação relevante (não divulgada no percentual exato)
- Coreia do Sul: 5%
- Índia e Japão: participação significativa
- Alemanha: 2% — único país europeu no top 10
A concentração nas mãos de poucas empresas
Um estudo anterior da Wood Mackenzie aponta que apenas 18 empresas produzem mais da metade dos polímeros plásticos do mundo.
Maiores produtores corporativos (2021):
1- Sinopec (China Petroleum and Chemical Corporation) – 5,4%
2- ExxonMobil (EUA) – 5%
3- LyondellBasell (EUA) – 4,5%
4- Saudi Aramco (Arábia Saudita) – 4,3%
5- PetroChina (China) – 4,2%
Na Europa, os destaques são a britânica Ineos (2,8%), a austríaca Borealis (2,3%) e a francesa TotalEnergies (2%).
Impacto ambiental e negociações globais
A divulgação desses dados acontece em um momento crucial: representantes de 184 países negociam medidas para reduzir a poluição plástica global, que ameaça ecossistemas e comunidades costeiras. Especialistas defendem que reduzir a produção de plásticos virgens e aumentar a reciclagem são passos essenciais para conter a crise.


