Fonte: BNDES
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BNDES aprova R$ 200 milhões do Fundo Clima para Mombak restaurar 7,2 mil hectares na Amazônia

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 200 milhões, com recursos do Fundo Clima, para um novo projeto de restauração ecológica do grupo Mombak. A iniciativa prevê a recuperação de 7,2 mil hectares de áreas degradadas com foco na Amazônia, especialmente no Pará, com investimento total estimado em R$ 457 milhões.

O financiamento utiliza os recursos do Fundo Clima – Florestas Nativas e Recursos Hídricos, destinado ao plantio de espécies nativas, sistemas agroflorestais e projetos de recuperação da vegetação, entre outras finalidades. A operação terá prazo total de 25 anos. Os recursos do BNDES correspondem a cerca de 44% do investimento total do projeto. Os demais recursos serão aportados pela Mombak a partir de outras fontes.

“Projetos de restauração em escala permitem recuperar áreas degradadas, gerar emprego e estruturar uma atividade econômica baseada na floresta em pé. O Fundo Clima oferece financiamento de longo prazo compatível com o ciclo desses investimentos, viabilizando iniciativas de restauração com espécies nativas”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Os recursos do BNDES serão destinados a atividades de restauração, como preparo do solo, plantio, manejo, aquisição de mudas e sementes, manutenção das áreas, monitoramento florestal e obras de apoio. A estratégia da empresa está concentrada principalmente em áreas degradadas pela pecuária extensiva no bioma Amazônia.

“Esse financiamento permite à Mombak dar sequência ao modelo de reflorestamento que vem desenvolvendo e testando em campo. A partir dos resultados dos primeiros projetos, vamos levar diferentes técnicas e espécies biodiversas para uma área maior, com investimento de longo prazo. O projeto nos dá maior capacidade de recuperar áreas degradadas e gerar remoções de carbono em escala”, afirma Gabriel Haddad Silva, CEO da Mombak. 

A implantação deverá ocorrer ao longo de quatro anos. O projeto combina diferentes técnicas de recuperação, definidas de acordo com as condições de cada área, incluindo plantio de mudas, semeadura direta e regeneração natural assistida. A estimativa é que cerca de 90% da área utilize técnicas de plantio e semeadura e aproximadamente 10% seja recuperada por regeneração assistida.

Entre as espécies nativas previstas estão castanheira, paricá, ipê-amarelo, ipê-roxo, angelim-vermelho, samaúma, tachi-branco, fava-arara, mogno-brasileiro e amarelão. A combinação busca acelerar a formação da cobertura florestal, recuperar a biodiversidade e favorecer, ao longo do tempo, a regeneração natural das áreas.

Estimativas – Durante a fase de implantação, a operação de R$ 200 milhões financiada pelo BNDES deve gerar até 440 empregos diretos e 65 indiretos. Após a implantação, a estimativa é de manutenção de 50 postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. A operação também deverá estimular atividades locais relacionadas ao fornecimento de sementes e mudas, serviços florestais, manutenção e monitoramento das áreas restauradas.

A previsão é que o financiamento do BNDES, sozinho, resulte na geração de até 4,7 milhões de unidades de créditos de remoção de carbono. “A restauração tem efeitos que vão além da captura de carbono. A recuperação da vegetação nativa contribui para proteger o solo e os recursos hídricos, reconectar áreas de floresta, ampliar habitats para a fauna e fortalecer cadeias produtivas ligadas à restauração. É uma agenda ambiental que também gera atividade econômica e empregos nos territórios”, afirmou a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

Os créditos resultantes da remoção de carbono deverão ser comercializados tanto no mercado voluntário quanto, potencialmente, nos mercados de compliance que hoje estão em desenvolvimento no mundo inteiro. O modelo de negócios do grupo prevê a recuperação de áreas anteriormente utilizadas, principalmente, pela pecuária de baixa produtividade, com posterior certificação da remoção de carbono resultante do crescimento da nova floresta.

Parceria na restauração ecológica – Esta é a segunda operação de financiamento do BNDES com o grupo Mombak para restauração ecológica. A primeira, contratada em janeiro de 2025, no valor de R$ 160 milhões, prevê a recuperação de 13 mil hectares no bioma Amazônia. Até junho de 2026, 9,4 mil hectares já haviam sido implantados. Somadas, as duas operações preveem R$ 360 milhões em financiamentos do BNDES e a restauração de aproximadamente 20,2 mil hectares.

BNDES Florestas – As operações do Fundo Clima – Florestas integram a estratégia BNDES Florestas, iniciativa que reúne as ações do Banco no setor florestal, como instrumentos de crédito, recursos não reembolsáveis e investimentos em participação para restauração ecológica, conservação, bioeconomia e geração de ativos ambientais. São R$ 14,6 bilhões mobilizados para o plantio de 354 milhões de árvores, geração de 89 mil empregos verdes e remoção de 68 milhões de toneladas de CO₂ equivalente da atmosfera.

Fonte: Agência BNDES

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