Nomeado pelo Pnuma, o DJ brasileiro lidera campanha global focada nas novas gerações, enquanto o secretário-geral António Guterres faz alerta dramático sobre a temperatura da Terra.
Nesta sexta-feira, 5 de junho de 2026, data em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Organização das Nações Unidas (ONU) subiu o tom dos alertas globais ao confirmar que os últimos 11 anos se consolidaram como os 11 mais quentes já registrados na história moderna. Em um manifesto contundente, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, enfatizou que os danos climáticos avançam em um efeito dominó, indo muito além do calor extremo: englobam a poluição severa do ar, a degradação crônica do solo cultivável, o desaparecimento da biodiversidade e o risco real de colapso de ecossistemas inteiros.
No entanto, para injetar fôlego e engajamento na governança climática, a ONU anunciou o reforço de peso do maior ícone da música eletrônica nacional. O DJ e produtor brasileiro Alok foi oficialmente nomeado Embaixador da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com a missão de usar suas plataformas digitais para mobilizar e conscientizar o público jovem sobre a urgência do desenvolvimento sustentável.

O desafio de rejuvenescer a causa climática
Com mais de 7,3 bilhões de reproduções acumuladas no Spotify, múltiplos prêmios internacionais e duas indicações ao Grammy, Alok enxerga sua nomeação como uma ponte para aproximar a juventude de pautas que muitas vezes parecem burocráticas nas mãos das instituições tradicionais.
“Eu queria só agradecer e parabenizar mesmo as pessoas que estão ali fazendo um trabalho duro todos os dias na ONU e em todas as entidades conectadas. Eu gostaria de poder fazer parte desse movimento e é o que eu tenho feito. E a minha parte acho que é a mais fácil. A parte que a galera está fazendo aí realmente é o trabalho duro. Então para mim é uma alegria poder contribuir com as ferramentas e com a plataforma que eu tenho”, afirmou o artista em entrevista exclusiva à ONU News.
Alok também propôs uma inversão de pensamento no imaginário coletivo das famílias brasileiras sobre o futuro da Terra:
“Uma frase que eu gosto muito fala assim: ‘Qual mundo vamos deixar para nossos filhos?’. Mas a pergunta certa deveria ser: ‘Quais filhos estamos deixando para esse mundo?’. Porque não adianta nada deixar o mundo pautado em sustentabilidade e em planos para isso, sendo que a nova geração não entenda ou não dê valor a isso. O meu papel é muito focado na nova geração. A partir do momento que você tem consciência sobre aquilo, não é mais um erro, é uma escolha.”
Como participar da campanha da ONU com o Alok
A mobilização global do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano uniu o ativismo ecológico à dinâmica das redes sociais por meio de voz, coreografia e engajamento. Para fazer parte do movimento basta seguir os passos abaixo:
- A trilha sonora – Utilize a música “Deep Down”, um dos maiores sucessos mundiais de Alok, que foi escolhida pelo Pnuma como a trilha sonora oficial da campanha climática.
- O desafio da dança – Grave e publique um vídeo reproduzindo a coreografia oficial do movimento nas redes sociais usando as tags da ONU.
- O manifesto – Responda de forma criativa nas plataformas digitais à provocação oficial da campanha: “Até onde podemos ir? Quão baixo podemos manter o aquecimento global para proteger nosso planeta para as futuras gerações?”.
O alerta de Guterres: A meta de 1,5°C sob pressão
Enquanto a música tenta engajar os jovens, os dados científicos exigem pressa. António Guterres declarou que o planeta caminha a passos largos para uma ultrapassagem temporária do limite de aquecimento de 1,5°C estabelecido nas metas climáticas internacionais.
O secretário-geral enfatizou que a tarefa central de governos, empresas e indivíduos em 2026 é garantir que essa ultrapassagem seja a menor, a mais breve e a mais segura possível, permitindo que as temperaturas globais recuem rapidamente nas próximas décadas. O único caminho técnico para isso, segundo a ONU, é o corte drástico e imediato nas emissões de gases de efeito estufa, acelerando uma transição justa e definitiva dos combustíveis fósseis para matrizes de energia limpa e renovável.
Fonte: ONU News



