Ranking analisará 15 entidades de previdência complementar, responsáveis por cerca de 80% do patrimônio do setor no Brasil; resultados serão divulgados em outubro
O Ranking da Atuação Socioambiental de Instituições Financeiras (RASA) deu início a um novo ciclo de avaliação das entidades de previdência complementar abertas e fundos de pensão do país. Pela segunda vez, a associação Soluções Inclusivas Sustentáveis (SIS) irá mensurar como as principais instituições do setor incorporam critérios ambientais, sociais e de governança (ASG) em suas políticas e processos de gestão de carteiras de investimentos (com ou sem contratação de terceiros). Realizado pela primeira vez em 2023, o ranking avalia as maiores entidades do segmento, responsáveis por concentrar entre 75% e 80% do volume de investimentos administrados.
A avaliação contempla dois segmentos do sistema de previdência complementar: a) Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPCs), que oferecem planos de previdência abertos ao público em geral; b) Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs), conhecidas como fundos de pensão, organizações destinadas exclusivamente ao gerenciamento de planos de benefícios de empregados de empresas privadas, servidores públicos ou associados de determinadas entidades (que adiram a esses planos).
Entre as EAPCs, serão avaliadas Bradesco Previdência, Brasilprev, Caixa Seguridade, Itaú Previdência e Zurich Santander Vida e Previdência – que juntas respondem por mais de 80% desse mercado. No segmento das EFPCs, integram o ranking BANESPREV, FAPES, FORLUZ, FUNCEF, Fundação Itaú, PETROS, PREVI, Real Grandeza, Valia, VIVEST e, pela primeira vez, o Postalis (Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos).
O primeiro ciclo do RASA dedicado às entidades de previdência complementar revelou diferenças significativas entre elas quanto à adoção de políticas de sustentabilidade, à transparência, à gestão de riscos socioambientais e climáticos e à integração desses critérios às estratégias de investimento.
Os resultados mostraram que ainda havia amplo espaço para fortalecer a governança climática e ampliar a consideração de fatores socioambientais na alocação de recursos, sobretudo em se tratando de entidades que investem com foco de longo prazo. Consulte o primeiro resultado do RASA sobre as entidades de previdência.
Segundo a Diretora Executiva e Técnica da SIS e coordenadora da iniciativa, Luciane Moessa, o objetivo da nova edição é acompanhar a evolução das entidades desde a primeira avaliação e identificar boas práticas capazes de impulsionar o alinhamento do setor aos desafios da transição para uma economia mais sustentável. “O ranking busca estimular a melhoria contínua das entidades de previdência complementar por meio de uma metodologia comparável, permitindo identificar oportunidades de aperfeiçoamento e fortalecimento da transparência e accountability do setor. Isso tem tornado o RASA um dos principais indicadores sobre a abrangência e profundidade da incorporação de critérios ambientais, sociais e de governança nas decisões de investimento de longo prazo. Estamos ansiosos para verificar se houve avanços desde 2023 e em que medida isso ocorreu”, afirma.
Resultados gerais e comparativos
Os resultados do atual ciclo do RASA serão divulgados ainda em 2026 e incluirão um ranking geral, além de classificações específicas que avaliarão o desempenho das instituições em diferentes dimensões da gestão ASG, como políticas institucionais, gerenciamento de riscos socioambientais e climáticos, composição das carteiras de investimentos, oferta de produtos financeiros sustentáveis, governança da sustentabilidade e envolvimento em controvérsias socioambientais.
Vale lembrar que o RASA tem como objetivo avaliar a incorporação de critérios ambientais, sociais e de governança pelas principais instituições financeiras do país, em diferentes categorias. Além das entidades de previdência complementar, o ranking também acompanha o desempenho de bancos comerciais, bancos de desenvolvimento, agências de fomento e seguradoras, contribuindo para ampliar a transparência e estimular a adoção de melhores práticas no sistema financeiro.
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