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Aumento no volume de reciclagem em Guaçuí

“Campanhas de educação ambiental tem feito parte da rotina dos moradores de Guaçuí, um trabalho feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente”

 

Um clima agradável, jardins bem floridos e uma cidade limpa. Esse é o retrato que Guaçuí vem deixando para quem visita o município, que fica na região do Caparaó, no Espírito Santo. É só olhar com mais detalhes para perceber que até a coleta de resíduo tem um charme, isso porque, o coletor foi feito especialmente pra isso e ainda leva várias fotos da cidade. A união coletiva nas ações tem surtido ótimos resultados, principalmente o aumento no volume de resíduos reciclados e também a variedade deles.

O secretário de meio ambiente, Roberto Martins, sempre foi um pioneiro nas questões ambientais, colocou em prática os conhecimentos conquistados nos anos que ficou na Polícia Ambiental, mas principalmente, na qualificação que sempre buscou na área. Os padrões de trabalho vem se tornando referência para outras prefeituras do entorno.

 

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“O trabalho de reciclagem de resíduos é um dos quatro pilares principais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Levamos tão a sério que trabalhamos isso de janeiro a dezembro, envolvendo a sociedade em geral. Para se ter uma ideia, no ano passado, reciclamos 550 toneladas de resíduos. Isso significa que reciclamos cerca de 10% do lixo produzido mensalmente, uma média bem acima da nacional”, explica o secretário.

A atuação do poder público não é comum quando o assunto é reciclagem, principalmente nas cidades maiores, que deixam a desejar na comunicação direta com a comunidade e empresas. “O Brasil só atingirá todos os seus objetivos por meio da educação. Assim, não existe o trabalho de reciclagem com resultados exitosos sem um trabalho de educação ambiental”, afirma o secretário.

As ações importantes também aconteceram nas escolas da rede municipal e logo os bons hábitos, foram se multipicando para conquistar cada vez mais adeptos na reciclagem. “Envolvemos todas as escolas e alunos de várias idades, clubes de serviços, voluntários, Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente. O município é referência na reciclagem, prova disso é que recebemos equipes de secretarias de Meio Ambiente de vários municípios do Espírito Santo e até do Rio Janeiro, e virtualmente conversamos com prefeituras de Minas Gerais”, destaca Martins.

 

Associação de catadores


Importante que a reciclagem, gera emprego e renda, essa é a política de sustentabilidade e responsabilidade social, que funciona em várias partes do mundo. O fortalecimento de cooperativas e associações, reflete em como os moradores lidam com seus resíduos, redução no volume de rejeitos para o aterro e uma oportunidadede trabalho para quem está nessas instituições.

“Temos um compromisso legal firmado com o Ministério Público e outro social, com as 16 famílias que tiravam sustento do extinto lixão e hoje, vivem com dignidade e inseridas ao mercado de trabalho. Damos total apoio com repasse mensal de 9 mil reais, além de ofertar caminhão, motorista, manutenção e abastecimento do veículo. São 118 Pontos de Entrega Voluntária, uma funcionária da Secretaria de Meio Ambiente com dedicação exclusiva, inclusive a sede da associação com água, luz e apoio de uma assistente social. Pode parecer muito, mas é necessário pois a origem dessas pessoas, além de muita humildade, possuem “cicatrizes na alma” por toda história de vida sofrida que as atingiram. Assim, fortalecemos e damos esse apoio integral com muita motivação, mostrando a eles o papel fundamental que exercem para nosso município, estado e país”, destaca o secretário.

 

Reciclagem de eletrônicos

A lista de resíduos reciclados pela associação de catadores de Guaçuí vem aumentando, além de vidro, óleo de cozinha, latas, o resíduo eletrônico também vem sendo recolhido pela cidade. “Iniciamos neste ano o trabalho de recolhimento do resíduo eletrônico. Mostramos aos membros da associação a importância e necessidade trabalharmos nessa frente. No Brasil, como um todo ainda há muitas dificuldades para a utilização da ferramenta de logística reversa como por exemplo: contratação de empresas que estejam habilitadas a executar o ciclo de logística reversa; aplicabilidade das leis, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, adequação de contratos de fornecimento de produtos e serviços, falta de integração das empresas responsáveis pela reciclagem com a atividade dos catadores de lixo e, principalmente, há falta de ambiente cultural para dar a destinação correta ao seu lixo”, finaliza Martins.

Reciclagem em Guaçuí:

Vidro: 150 toneladas – um ano e meio
Óleo de cozinha: 3.700 litros – um ano
Componentes eletrônicos: 3 toneladas – início ano 2023
Latas de aço/Projeto Circulatas: 12 mil latas pouco mais de um ano

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