Os antigos afrescos romanos de Pompeia, que foram destruídos e permaneceram enterrados por séculos após a erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C., estão prestes a ganhar uma nova vida. Um sistema robótico pioneiro, desenvolvido no âmbito do projeto financiado pela UE, RePAIR, foi concebido para auxiliar arqueólogos na árdua tarefa de remontar artefatos fragmentados.
A tecnologia combina reconhecimento de imagem avançado, resolução de problemas orientada por Inteligência Artificial (IA) e mãos robóticas ultraprecisas para acelerar o processo de restauração, que tradicionalmente é lento e complexo.

A tecnologia por trás da restauração
O projeto, coordenado pela Universidade Ca’ Foscari de Veneza, utiliza braços gêmeos equipados com mãos flexíveis e sensores de visão para identificar, agarrar e montar os fragmentos sem danificar suas superfícies delicadas.
Enquanto a equipe de robótica trabalhava na construção do sistema, especialistas em IA e aprendizado de máquina desenvolveram algoritmos para reconstruir os afrescos. Esses algoritmos combinam cores e padrões que podem não ser visíveis a olho nu.
O diretor do local, Gabriel Zuchtriegel, explicou que o projeto experimental “começou de uma necessidade muito concreta de recompor fragmentos de afrescos que haviam sido destruídos durante a Segunda Guerra Mundial”. Os pesquisadores se concentraram em duas grandes pinturas de teto danificadas e em afrescos da “Casa dos Gladiadores”, que desabou em 2010.
Marcello Pelillo, professor que coordenou o projeto, comparou a tarefa a resolver um quebra-cabeça gigante, com a dificuldade adicional de misturar peças e não ter uma imagem de referência do resultado final.
Os pesquisadores acreditam que a tecnologia desenvolvida poderá transformar as práticas de restauração em todo o mundo.
Fonte: JPOST



