Sede do Inmetro, em Xerém, Rio de Janeiro, onde está sendo inaugurada a usina híbrida com fontes renováveis e não renováveis da PUC-Rio. Objetivo é consolidar a usina como referência nacional em pesquisa aplicada à transição energética. Foto: Divulgação/Inmetro
Sede do Inmetro, em Xerém, Rio de Janeiro, onde está sendo inaugurada a usina híbrida com fontes renováveis e não renováveis da PUC-Rio. Objetivo é consolidar a usina como referência nacional em pesquisa aplicada à transição energética. Foto: Divulgação/Inmetro

Usina híbrida da PUC-Rio inaugura laboratório de “energia do futuro” em Xerém

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A descarbonização da economia global é um imperativo, mas os números mostram o tamanho do desafio: hoje, cerca de 80% da energia mundial ainda depende de combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão), enquanto as renováveis ocupam apenas 15%. Para encurtar essa distância, a PUC-Rio inaugura, no próximo dia 28 de abril, a sua Usina Piloto Híbrida de Geração de Energia.

Localizada no parque tecnológico do Inmetro, em Xerém (Duque de Caxias), a planta não é apenas uma geradora de eletricidade, mas um ecossistema de pesquisa aplicada capaz de simular, em tempo real, como grandes indústrias e sistemas de transporte podem abandonar o carbono sem perder a eficiência.

Um “hub” de tecnologias integradas

O diferencial do projeto, financiado pela Faperj e pela Galp, é a sua capacidade de operar de forma híbrida e flexível. Em um único local, a usina reúne:

  • Energia solar fotovoltaica: Com e sem sistemas de rastreamento solar.
  • Motores a combustão: Geradores movidos a gás natural e diesel.
  • Armazenamento: Bancos de baterias de alta performance.
  • Vetores do futuro: Incorporação de Hidrogênio Verde, utilizado tanto em motores quanto em células a combustível.

Simulação real: De locomotivas a navios offshore

A grande inovação da usina é o seu moderno banco de cargas. Ele é capaz de reproduzir perfis reais de demanda de energia — incluindo os chamados “transientes ultrarrápidos” (picos de energia que ocorrem em milissegundos).

Um dos primeiros grandes testes será a simulação de embarcações de apoio ao petróleo offshore. Utilizando dados reais coletados no mar, os pesquisadores vão testar como esses navios podem reduzir o consumo de diesel ao introduzir baterias ou hidrogênio em seus sistemas, transformando embarcações poluentes em híbridas de baixa emissão.

O hidrogênio como protagonista

O projeto também prevê a produção local de hidrogênio a partir da energia gerada na própria usina. Esse combustível será injetado nos geradores a gás e diesel para otimizar a combustão e reduzir drasticamente a emissão de poluentes.

“O hidrogênio é o vetor central da descarbonização. Em breve, ele será produzido e armazenado localmente, funcionando como uma reserva estratégica para os motores e células a combustível da planta”, afirmam os coordenadores do projeto.

Impacto econômico para o Rio de Janeiro

Além do avanço científico, a usina tem o potencial de fortalecer a economia fluminense. Ao identificar soluções que reduzem custos operacionais e aumentam a segurança energética, o projeto beneficia diretamente setores como:

  • Logística e transportes: Testes com locomotivas e grandes frotas.
  • Indústria e agricultura: Modelos de geração descentralizada e eficiente.
  • Inovação regional: Atração de investimentos e novas parcerias tecnológicas.

Próximos passos

Após a inauguração em 28 de abril, a usina entrará em fase de testes intensivos, monitorados por um sistema supervisório que registra, em tempo real, o consumo, a eficiência e a vazão de emissões. A segunda etapa incluirá a aquisição de instrumentação ainda mais moderna para a queima de hidrogênio, consolidando o Rio de Janeiro como referência nacional em pesquisa para a transição energética.


Destaques da Usina Piloto Híbrida:

  • 28 de abril: Data da inauguração oficial em Xerém.
  • Flexibilidade total: Combina solar, gás, diesel, baterias e hidrogênio.
  • Foco em mobilidade: Capaz de simular demandas de navios e trens.
  • Parceria estratégica: PUC-Rio, Inmetro, Faperj e Galp.

Fonte: Fonte: The Conversation

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