Uma vista da paisagem de nuvens e da estratosfera da Terra a uma altura de 9.100 metros. AleksandarGeorgiev / E+ / Getty Images
Uma vista da paisagem de nuvens e da estratosfera da Terra a uma altura de 9.100 metros. AleksandarGeorgiev / E+ / Getty Images

Rápida redução da cobertura de nuvens intensifica aquecimento global, aponta estudo da NASA

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Redução da cobertura de nuvens está aquecendo a Terra mais rapidamente, alerta estudo

A cobertura de nuvens na Terra está diminuindo de forma acelerada, e isso tem contribuído diretamente para o aumento das temperaturas globais, segundo uma nova pesquisa liderada pela NASA e publicada na Geophysical Research Letters.

A análise de imagens de satélite revelou que, ao longo das últimas duas décadas e meia, de 1,5% a 3% das zonas de nuvens de tempestade nas latitudes médias e nos trópicos desapareceram a cada década.

Essa perda está permitindo que mais radiação solar alcance a superfície terrestre, elevando significativamente a absorção de energia pelo planeta — um dos principais fatores que explicam o aquecimento extremo registrado nos últimos anos.

Menos nuvens, mais calor

De acordo com os autores, a contração das nuvens de tempestade e a redução da cobertura em regiões de baixa latitude são hoje os fatores que mais contribuem para o aumento da absorção de luz solar pela Terra no século XXI.

Esse fenômeno está diretamente ligado a mudanças nos padrões atmosféricos, como o deslocamento de sistemas de tempestade para os polos e o alargamento dos trópicos — efeitos já conhecidos da mudança climática.

“Essa transformação na dinâmica atmosférica já está alterando de forma profunda a quantidade de energia que o planeta retém”, afirmou o cientista climático Christian Jakob, da Universidade Monash, coautor do estudo. “É um alerta urgente para ações climáticas mais robustas.”

Prever a formação das nuvens será chave no combate à crise

Os cientistas destacam a importância de prever com maior precisão onde e como as nuvens se formam e quanta radiação solar elas refletem. Esse conhecimento será essencial para antecipar a velocidade e a intensidade do aquecimento futuro.

Jakob reforça que o apoio à ciência climática internacional é fundamental:

“Nosso clima não responde aos nossos desejos, mas às nossas ações. Ignorar os dados e pesquisas é um risco perigoso.”

O pesquisador também sugere uma mudança no foco da sociedade: de “mudanças climáticas” como algo distante, para “mudança do clima” como um processo já em curso e em rápida aceleração.

O que mostra o estudo da NASA?

  • Principal descoberta: a contração das zonas de nuvens de tempestade é o fator dominante na elevação da absorção de radiação solar.
  • Período analisado: últimas duas décadas.
  • Consequência direta: maior aquecimento global.
  • Implicação futura: necessidade urgente de políticas climáticas baseadas em ciência e estratégias de resiliência adaptadas à nova realidade atmosférica.

Fonte: phys.org

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