Pintura rupestre no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu - Foto: Maurício Andrade/ICMBio
Pintura rupestre no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu - Foto: Maurício Andrade/ICMBio

Projeto mapeará cavernas com vestígios humanos de 12 mil anos no Brasil

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Um novo projeto, fruto de uma colaboração entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav), tem como objetivo mapear as cavernas brasileiras que possuem valor histórico, cultural e religioso. A iniciativa faz parte do Plano de Ação Nacional para Conservação do Patrimônio Espeleológico Brasileiro (PAN Cavernas do Brasil).

A ação visa orientar o uso sustentável desses ambientes e, em sua fase piloto, já está sistematizando dados de cavernas em Goiás que apresentam registros rupestres e sepultamentos humanos de cerca de 12 mil anos.

Detalhes do projeto e sua importância

Para desenvolver o projeto, será criado um Grupo de Trabalho (GT) coordenado pelo Centro Nacional de Arqueologia (CNA/Iphan) e com representantes de todas as cinco regiões do país. O mapeamento inicial será feito com base em bancos de dados já existentes, cruzando informações sobre sítios arqueológicos e cavernas naturais.

O arqueólogo do Iphan, Danilo Curado, explica que o Brasil possui cavernas de grande valor, como as da Serra da Capivara (PI) e do Peruaçu (MG), mas que estão sob constante ameaça de vandalismo e mineração. A iniciativa prevê a criação de um manual de boas práticas para orientar o uso responsável das cavernas e um fluxograma para aprimorar a atuação pública na avaliação de seu valor histórico-cultural.

O PAN Cavernas do Brasil, que coordena a iniciativa, conta com 43 ações para prevenir e mitigar os impactos das atividades humanas nas cavernas. O plano também busca proteger 169 espécies ameaçadas de extinção que dependem desses ecossistemas.

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