Após mais de uma década de expectativa, o Rio Grande do Norte celebra a abertura oficial do Parque Nacional da Furna Feia, sua primeira unidade de conservação federal. Localizado entre os municípios de Mossoró e Baraúna, o parque foi criado em 2012, mas só em 27 de junho de 2025 foi oficialmente aberto ao público.
Com cerca de 8.500 hectares de área protegida, o parque abriga a rica biodiversidade da Caatinga, mais de 200 cavernas catalogadas, sítios arqueológicos milenares e espécies ameaçadas de extinção. Entre os destaques estão o Lajedo em Pé e o Abrigo do Letreiro, que conservam pinturas rupestres com milhares de anos.
Conservação e turismo sustentável
A cerimônia de abertura foi realizada na Palhoça da Furna Nova, reunindo representantes do ICMBio, CECAV, gestores públicos, comunidade científica e moradores locais. A governadora Fátima Bezerra destacou o valor estratégico do parque para a conservação ambiental e o desenvolvimento econômico da região:
“O Parque Nacional da Furna Feia é uma realidade. Um símbolo de luta, sonho e compromisso com o nosso patrimônio natural.”
Segundo Marina Marinho, secretária estadual de Turismo, o parque representa uma nova fronteira para o ecoturismo sustentável:
Parque Nacional da Furna Feia
Experiência imersiva na Caatinga
A visitação ao parque proporcionará uma experiência única. O local é habitat de animais como o macaco-prego-de-peito-amarelo e a suindara, uma espécie de coruja típica da região. O visitante também poderá explorar cavernas com claraboias naturais, contemplar paisagens do semiárido e conhecer a produção artesanal das comunidades vizinhas.
Além do turismo de base comunitária, o parque desempenha papel vital na conservação dos recursos hídricos da região, atuando como reservatório natural de água nas cavernas, o que é crucial para o equilíbrio ecológico do semiárido nordestino.
Avanço nas políticas ambientais
A abertura da Furna Feia reforça o compromisso do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com a proteção da Caatinga — bioma exclusivamente brasileiro — e com o fortalecimento de práticas sustentáveis no interior do estado.
Com uma estrutura que privilegia o contato com a natureza e o respeito às comunidades locais, o parque representa uma oportunidade para desenvolver o turismo responsável, gerar renda e valorizar o patrimônio natural e cultural do RN.


