Vista do espaço, a cidade saudita de Jubbah parece uma longa cauda de círculos nas plantações que se estende atrás de uma imponente montanha no meio do árido deserto de Nafud. (Crédito da imagem: NASA/Programa da ISS)
Vista do espaço, a cidade saudita de Jubbah parece uma longa cauda de círculos nas plantações que se estende atrás de uma imponente montanha no meio do árido deserto de Nafud. (Crédito da imagem: NASA/Programa da ISS)

O Enigma de Jubbah: A cidade oásis da Arábia Saudita que esconde segredos de 10 mil anos

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Uma fotografia impressionante capturada por astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) revelou um dos segredos mais bem guardados do deserto de Nafud, na Arábia Saudita. Trata-se da cidade oásis de Jubbah, um assentamento improvável que floresce no leito de um paleolago (lago antigo), protegido pela sombra de uma montanha em formato de “duas corcovas de camelo”.

Vista de cima, a cidade se destaca pela geometria perfeita de seus campos agrícolas circulares, criados por sistemas de irrigação de pivô central que extraem água de aquíferos subterrâneos profundos.

INFORMAÇÕES RÁPIDAS

Proteção natural e geologia única

Jubbah está situada em uma depressão em forma de tigela, centenas de metros abaixo do mar de dunas que a cerca. Sua sobrevivência se deve à montanha Jabal Umm Sinman (1.264 metros de altura). Além de seu formato peculiar de camelo, ela funciona como uma barreira física contra os ventos que sopram do oeste, criando uma “sombra de vento” que impede que a areia do deserto soterre a cidade e suas plantações.

Jabal Umm Sinman recebeu esse nome devido à sua semelhança com um camelo em repouso. Do nível do solo, Jubbah não é visível devido à sua posição dentro do paleolago.(Crédito da imagem: Matti&Keti/Wikimedia)

Um museu de arte rupestre a céu aberto

Muito antes de ser um polo agrícola moderno, Jubbah foi um ponto de encontro vital para humanos pré-históricos. Enquanto a maior parte da Península Arábica secou há 5.000 anos, o lago Jubbah persistiu por mais tempo, atraindo viajantes por milênios.

Esses povos deixaram um legado inestimável gravado nas rochas da montanha:

  • 7.500 Inscrições e desenhos: O sítio abriga mais de 2.000 representações de animais, incluindo leopardos, avestruzes e mais de mil camelos.
  • Patrimônio da UNESCO: A arte rupestre de Jubbah data de pelo menos 10.000 anos, sendo considerada um dos registros mais importantes da vida nômade na Pré-história.
  • Genética e História: As gravuras mostram até cães usando coleiras, oferecendo pistas sobre o início da domesticação de animais na região.

A arte rupestre ao redor de Jubbah contém milhares de representações de animais, incluindo íbex e camelos.(Crédito da imagem: Comissão Saudita para o Turismo e Antiguidades/UNESCO)

A Arábia Saudita como berço arqueológico

A descoberta reforça o papel da Arábia Saudita como um dos epicentros da arqueologia mundial. Jubbah está próxima de outros mistérios, como a rocha de Al Naslaa (famosa por seu corte perfeito a laser natural) e as “pipas” gigantes do deserto — estruturas de pedra de 8.000 anos que cientistas acreditam serem os projetos de engenharia mais antigos já registrados pela humanidade.

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