O início de 2026 ficará marcado nos registros meteorológicos pela severidade de uma onda de frio ártico que atravessou os Estados Unidos, deixando um rastro de recordes negativos e tragédias. Novas imagens e animações reveladas pela NASA mostram como a massa de ar polar “engoliu” quase todo o território americano entre os dias 21 e 29 de janeiro.
O fenômeno, descrito como notável por sua abrangência geográfica e duração, já resultou na morte de pelo menos 85 pessoas, de acordo com contagens recentes.

O vórtice polar em ação
A animação produzida pelo Observatório da Terra da NASA combina dados de satélite com modelos matemáticos para simular o movimento do ar gelado.
- O mecanismo: O frio extremo foi causado pelo ar gélido vindo do Ártico canadense e da Sibéria.
- Fuga do norte: Mudanças climáticas têm aquecido o Ártico, adicionando energia ao vórtice polar e empurrando essa massa de ar frio para o sul, em direção a regiões pouco acostumadas a temperaturas tão baixas.
- Persistência: Sistemas de alta pressão forçaram uma inclinação na corrente de jato, canalizando o frio profundamente para o sul e leste dos EUA.
Recordes e caos no cotidiano
A onda de frio não trouxe apenas neve, mas temperaturas perigosas que desafiaram a infraestrutura do país:
- Frio extremo: Em Alliance, Nebraska, os termômetros marcaram -32°C, a menor temperatura mínima já registrada para um dia 24 de janeiro.
- Sensação térmica: Mesmo com um leve aquecimento em algumas áreas no final do mês, a sensação térmica de -29°C continuou castigando o Centro-Oeste e o Nordeste.
- Emergência no sul: No Texas, onde o frio extremo é raro, as temperaturas caíram para dígitos únicos, forçando estados de alerta máximo.
Impacto humano e infraestrutura
Mais de 500 mil pessoas ficaram sem energia elétrica durante o pico das tempestades. Ao todo, 17 estados e o Distrito de Columbia declararam estado de emergência. O frio persistente dificultou o trabalho das equipes de resgate e de manutenção que tentavam restabelecer serviços essenciais de transporte e aquecimento.
A previsão indica que o ar ártico continuará a influenciar as temperaturas até o início de fevereiro, mantendo o país sob vigilância constante.




