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Mudança de hábitos no RJ depois da proibição de sacolas

“Os mercados passaram a vender as sacolas biodegradáveis, mas muitas pessoas aproveitaram para mudar a postura diante da reciclagem”

Há mais de um ano passou a valer a lei que passou a cobrar por sacolas plásticas em supermercados no estado do Rio de Janeiro, o objetivo principal desse processo foi a redução do plástico comum, já que muitos materiais acabam indo direto para o oceano e matando milhares de animais marinhos. As sacolas oferecidas agora são biodegradáveis, que em tese são aquelas feitas com materiais capazes de se decompor sob determinadas condições de luz, temperatura e umidade. A nova exigência fez muita gente mudar de postura, optar por caixas de papelão para carregar as compras, ou mesmo, conseguir encaminhar para reciclagem cada vez mais materiais.

Os ambientalistas acreditam que o uso do biodegradável pode ser o início de uma mudança. De acordo com Arthur Sofiatti, a certeza é que esse tipo de plástico tem uma vida útil menor. “Pelo menos, sabemos que esse plástico, se jogado na água ou enterrado, vai se decompor mais rapidamente que um saco de plástico comum. É importante lembrar que não se deve jogar uma sacola de plástica biodegradável no mar, isso porque, antes de se degradar, ela pode ser consumida por uma tartaruga, por exemplo, e causar a sua morte. Não se deve jogá-la na rua confiando na sua degradabilidade, pois ela pode entupir sistemas de escoamento de águas pluviais”, afirma o ambientalista Soffiati.

O preço de custo das sacolas começou a ser cobrado pelos supermercados aos clientes, no dia 15 de fevereiro deste ano. Segundo a Associação de Supermercados do Rio de Janeiro, estima que o estado tirou um bilhão de bolsas plásticas convencionais de circulação. “Os impactos são menores não a curto prazo, mas a médio e longo prazos, por se degradarem. Entendo que as empresas que a utilizam deveriam arcar com os custos das mesmas, não repassá-los aos consumidores”, comenta o ambientalista Soffiati.

Mudança de hábitos

A jornalista Kamila Coutinho optou pelo uso das conhecidas “Ecobags”, que são as reutilizáveis, algumas são de pano, ou mesmo, outros materiais biodegradáveis. Depois da lei, a jornalista vem se esforçando para reduzir o volume de resíduo em casa, a reciclagem tem sido o principal destino para os materiais “Eu não compro sacolas, uso aquelas retornáveis e muitas vezes uso caixa também. Quando esqueço a retornável, acabo comprando as que o mercado oferece, mas é raro. Eu acredito que já é o início de uma redução, tenho me esforçado para reciclar cada dia mais, separo sempre os materiais aqui de casa e faço doações. Separo óleo também, antes da pandemia deixava no Horto Municipal, agora estou reservando em casa para dar destino”, destaca a jornalista.

Redução de produção

Mas os ambientalistas acreditam que é preciso chegar na fonte do problema, a redução da produção desses materiais já que são altamente poluidores no mundo inteiro. “Não basta substituir sacolas de plástico por sacolas biodegradáveis. É necessário reduzir a produção de plástico, pois ele é considerado o maior poluidor do ambiente. Existe uma ilha de plástico flutuante entre a costa oeste dos EUA e o Havaí, quatro vezes maior que o estado do Rio de Janeiro. Na ilha Henderson, no Pacífico Sul, não mora ninguém, mas o lixo plástico está presente nele com grande intensidade. É preciso incentivar a reutilização do plástico duro. Não jogá-lo no ambiente, pois, no seu longo processo de degradação, ele gera partículas ínfimas (o mocroplástico) que são altamente ofensivas à fauna aquática. Finalmente, a degradação do plástico comum deve se efetuar em locais apropriados para ser acompanhada”, finaliza o ambientalista Arthur Soffiati.

O que diz a lei?

A ideia foi substituir sacolas plásticas derivadas do petróleo por renováveis.

Qual o material utilizado nas novas sacolinhas?

As antigas eram feitas com materiais descartáveis compostos por polietilenos, polipropilenos e/ou similares (derivados de petróleo). As atuais são feitas com mais de 51% de fontes renováveis (como o bioplástico — feito de cana de açúcar ou milho, por exemplo).

 

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