© PortosRio/Divulgação
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Navios serão usados como hotéis temporários durante a COP30 em Belém

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Com o objetivo de ampliar a rede de hospedagem para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), o Brasil contratou dois navios de cruzeiro que funcionarão como hotéis flutuantes. As embarcações, MSC Seaview e Costa Diadema, somam cerca de 3.900 cabines e capacidade total para aproximadamente 6 mil leitos.

A medida, coordenada pela Secretaria Extraordinária para a COP30 em parceria com a Embratur, integra um plano emergencial para atender à demanda gerada pelo maior evento climático do planeta, que deve reunir mais de 40 mil participantes em Belém, no Pará, entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025.

Prioridade para países em desenvolvimento

De acordo com o acordo firmado entre o governo brasileiro e o Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), as acomodações serão disponibilizadas por etapas. A primeira delas dará prioridade a 98 países em desenvolvimento ou insulares, que poderão reservar cabines por até US$ 220 por diária. Posteriormente, os demais países terão acesso às acomodações, com tarifas de até US$ 600.

A ONU atuará como mediadora nas reservas, garantindo equilíbrio e acesso justo às acomodações temporárias.

Infraestrutura e logística planejadas

Os navios ficarão atracados no Terminal Portuário de Outeiro, em Belém, que está sendo ampliado especialmente para a conferência. Uma ponte será construída para facilitar o deslocamento dos participantes, permitindo acesso ao local da conferência em cerca de 30 minutos.

Além da contratação dos navios, o plano de hospedagem envolve diversas alternativas complementares, como:

  • Parcerias com plataformas como Airbnb e Booking para cadastrar imóveis particulares;
  • Transformação de 17 escolas públicas em estruturas semelhantes a hostels temporários;
  • Expansão do setor hoteleiro tradicional e aluguel por temporada.

Uma solução sustentável e estratégica

Segundo o secretário extraordinário Valter Correia, os navios são parte de uma estratégia ampla de mobilização logística, que busca assegurar conforto, segurança e acessibilidade aos participantes de diversas partes do mundo. A escolha por estruturas flutuantes também é vista como alternativa sustentável, minimizando impactos permanentes na cidade-sede.

Fonte: Agência Brasil

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