O custo da geração de energia solar e eólica caiu drasticamente nos últimos 15 anos, tornando as energias renováveis ​​economicamente viáveis. (Crédito da imagem: VCG/Contributor/Getty Images)
O custo da geração de energia solar e eólica caiu drasticamente nos últimos 15 anos, tornando as energias renováveis ​​economicamente viáveis. (Crédito da imagem: VCG/Contributor/Getty Images)

Irreversível: Energia limpa supera carvão no mundo e ignora barreiras políticas

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Uma transformação histórica silenciosa atingiu seu ápice em 2025: pela primeira vez, a geração de energia solar e eólica superou o carvão como principal fonte de eletricidade global. O crescimento de 109% nessas fontes no último ano prova que a transição energética não depende mais apenas de governos, mas de uma lógica econômica imbatível: o Sol e o Vento tornaram-se as formas mais baratas de gerar energia no planeta.

Mesmo com a postura do governo Donald Trump nos EUA, que revogou incentivos e dificultou licenças para projetos offshore, as renováveis continuam quebrando recordes.

Uma instalação de baterias pertencente à Key Capture Energy em West Columbia.(Crédito da imagem: Elizabeth Conley/Houston Chronicle via Getty Images)

A vitória da economia sobre os combustíveis fósseis

O motivo da ascensão meteórica é matemático. O custo da energia solar em escala industrial despencou 85% na última década. Segundo o relatório Lazard 2025, gerar eletricidade hoje custa:

  • Solar/Eólica: 4 a 13 centavos de dólar por kWh (com armazenamento).
  • Gás natural: 13,8 a 26 centavos de dólar por kWh.
  • Carvão: Ainda mais caro que o gás.

O salto da África e o caso curioso dos EUA

Enquanto países desenvolvidos discutem subsídios, a África está realizando um “salto tecnológico”. Da mesma forma que o continente pulou os telefones fixos direto para os celulares, 18 países africanos agora saltam os combustíveis fósseis para a eletrificação solar direta.

Nos Estados Unidos, o cenário é irônico: 73% da nova capacidade solar instalada em 2025 ocorreu em estados governados por republicanos, como Texas, Flórida e Ohio. O motivo? Estes estados priorizam o custo-benefício e a competitividade que as renováveis oferecem.

Desenvolvimento de energia sustentável na Usina Termelétrica Big Bend, na Flórida, onde foram instalados painéis solares.(Crédito da imagem: Bilanol/Getty Images)

Iowa possui mais turbinas eólicas do que qualquer outro estado, com exceção do Texas, um estado com mais de quatro vezes o seu tamanho.(Crédito da imagem: Scott Olson/Getty Images)

O papel do armazenamento

O grande “divisor de águas” em 2026 é o armazenamento por baterias, que dobrou de capacidade no último ano. Com baterias mais eficientes, a intermitência (falta de sol ou vento) deixou de ser um problema técnico, tornando o sistema confiável 24h por dia e sepultando o argumento de que renováveis são “fontes alternativas”. Hoje, elas são o padrão.

Fonte: Yale Climate Connections / Live Science

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