Emergência climática é tema de aula inaugural

A Crise climática em contagem regressiva: reflexões e propostas da COP 26, foi tema da aula inaugural, nesta segunda, 4, da Pós-Graduação EAD em Energias e Sustentabilidade, do IFF do Campus de Itaboraí, região metropolitana do Rio de Janeiro. A palestra ministrada pela professora e pós-doutora, Maria Inês Paes, destacou sérios problemas enfrentados pela sociedade mundial, mas também apontou soluções eficientes e ainda, estimulou os alunos que ingressaram na pós a terem um olhar diferenciado.

Depois de passar por um processo seletivo, 100 pessoas foram aprovadas para cursarem a especialização na área ambiental, com temas atuais e que sempre levantam discussões no dia a dia. Essa é a primeira pós no formato EAD do IFF. De acordo com Anderson dos Santos Vidal, coordenador de Pesquisa e Extensão, do Campus de Itaboraí, a pós é um projeto inovador.

“Uma pós inovadora na metodologia de ensino e avaliação, não somente através da plataforma que foi muito bem testada, mas através de atividades na plataforma. Queremos incentivar a produção de um trabalho com impacto real na sociedade, com experiência acadêmica e profissional”, explicou Anderson.

O Reitor do IFF, Jefferson Manhães também participou da apresentação do curso e falou, antes da palestrante, pontuando ações importantes dentro da educação ambiental. “A área ambiental é a mais verticalizada da instituição. O curso é inovador, pertinente e desafiador. Estamos diante de um dos maiores desafios de toda a sociedade: o aquecimento global. Estamos lançando mão das reservas que temos, precisamos formar profissionais que consomem e agem diferente. Mais importante é a ação: o que preciso fazer diante da urgência de nosso tempo?”, afirmou o Reitor.

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Emergência climática

Foi demonstrando as grandes ameaças planetárias da humanidade que a palestrante Maria Inês Paes desdobrou o grande problema climático enfrentado pelo mundo inteiro, alguns chamam de crise, mas há quem diga que já se trata de uma “Emergência Climática”. Isso porque continuamos produzindo muito CO2 na atmosfera, consequência da queima de combustíveis fósseis, uso errado da agricultura e aumentando cada vez mais o efeito estufa. Entre os maiores poluidores do mundo estão: China, Estados Unidos e Rússia.

“A questões levantadas na COP 26 mostram que os países não estão no mesmo barco, existem populações bem mais frágeis e quem tem recursos financeiros acabam detendo mais informação. O Brasil que prometeu uma redução de 40% na produção de CO2, ao invés de caminhar para a redução, teve o Dia do Fogo em 2019, quando várias queimadas foram registradas na Amazônia e em São Paulo, o dia virou noite de tanta fumaça”, lembrou a palestrante.

A sustentabilidade é o caminho para a mudança e existem bons projetos, pelo menos 61 países no mundo colocam precificação para a redução do carbono. “É preciso aumentar a energia sustentável e moderna para todos. Seria importante se os países de primeiro mundo financiassem a transição energética. Até 2030 5 milhões de empregos ligados à energia fóssil devem desaparecer, mas a previsão é que pelo menos outros 30 milhões surjam, ligados a sustentabilidade”, finalizou a palestrante.

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Informações sobre a palestrante:

Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985), doutorado em Ciência e Tecnologia de Polímeros pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994) e Pós-doutorado em Gestão Integrada dos Recursos Naturais pelo Instituto de Pesquisa da Reserva da Biosfera Mount Arrowsmith da Vancouver Island University (como bolsista da CAPES). É professora sênior do IFFluminense onde exerceu a função de Diretora de Inovação, Pesquisa e Extensão do Campus Macaé, atuando atualmente como docente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental, e como Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Petróleo, Energia e Recursos Naturais do Campus Macaé do IFFluminense. Coordenou o Programa de Pós-graduação em Engenharia Ambiental do IFFluminense. Tem experiência em elaboração, gerenciamento e avaliação de projetos ambientais e de instrumentos de planejamento e gestão ambiental (Planos de Manejo e Uso Público de Unidades de Conservação e Planos de Recursos Hídricos).

Atua como pesquisadora e extensionista, com foco nos seguintes temas: impactos ambientais da produção de petróleo, gestão ambiental e de recursos hídricos, planejamento de Unidades de Conservação, educação ambiental, licenciamento ambiental e impactos ambientais associados. Atua como Conselheira Editorial do Observatório da Cidade de Macaé, como Editora Associada do Boletim do Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego e como ambientalista voluntária da Associação dos Amigos do PARNA Jurubatiba. É ex-Presidente da Mesa Diretora da Plenária de Entidades da Macrorregião Ambiental 5 do estado do Rio de Janeiro, ex-Subsecretária de Ambiente do Município de Macaé e atual representante titular do IFFluminense na Plenária do Comitê de Bacia dos Rios Macaé e das Ostras (CBH Macaé), tendo ocupado por quatro mandatos consecutivos a função de vice-presidente do supracitado Comitê e atuando atualmente como Coordenadora da sua Câmara Técnica de Instrumentos de Gestão. Foi representante do IFFluminense no Conselho Consultivo do PARNA Jurubatiba e na Agenda 21 de Macaé.

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