Vista do solo rachado em uma área seca da lagoa de Sijoumi, em Túnis, Tunísia, em 10 de agosto de 2023. REUTERS/Jihed Abidellaoui.
Vista do solo rachado em uma área seca da lagoa de Sijoumi, em Túnis, Tunísia, em 10 de agosto de 2023. REUTERS/Jihed Abidellaoui.

El Niño deve retornar em maio e ameaça intensificar o calor global, adverte ONU

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Preparem os casacos — ou melhor, os ventiladores. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que o fenômeno El Niño deve se manifestar já a partir de maio deste ano. Após um curto período de neutralidade climática no início de 2026, o rápido aquecimento das águas do Pacífico Equatorial indica que o fenômeno ganhará força rapidamente entre maio e julho, impactando colheitas, regimes de chuvas e a temperatura do planeta.

O El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais no Pacífico Central e Oriental, costuma durar entre nove e doze meses, mas seus efeitos podem ser sentidos por muito mais tempo.

“Grande confiança” nos modelos

Embora previsões feitas no início do ano costumem ser mais incertas, o chefe de Previsão Climática da OMM, Wilfran Moufouma Okia, afirma que o cenário atual é robusto.

  • Transição rápida: As temperaturas do mar estão subindo de forma acelerada, superando as expectativas anteriores.
  • Intensificação: Os modelos sugerem que este não será apenas um El Niño comum, mas um evento com potencial para ser classificado como forte, o que agrava os riscos de desastres naturais.

O mapa dos impactos

O retorno do El Niño redesenha o regime de chuvas em escala global, criando um cenário de extremos:

  • Excesso de chuva: Espera-se um aumento significativo de precipitações no Sul da América do Sul (incluindo o Sul do Brasil), no Chifre da África e na Ásia Central.
  • Secas severas: A Austrália, a Indonésia e partes do Sudeste Asiático devem enfrentar períodos críticos de estiagem, elevando o risco de incêndios florestais.
  • Aquecimento global: O fenômeno funciona como uma “tampa” que retém calor, podendo fazer de 2026 um dos anos mais quentes da história da humanidade.

O que esperar para o Brasil?

Para o nosso país, o El Niño é sinônimo de alerta em dobro: enquanto o Sul pode enfrentar inundações severas e tempestades frequentes, o Norte e o Nordeste tendem a sofrer com secas prolongadas, o que impacta diretamente os níveis dos rios amazônicos e a produção de energia hidrelétrica.


Ficha Técnica: El Niño 2026

  • Início provável: Maio a julho de 2026.
  • Duração estimada: 9 a 12 meses.
  • Tendência: Alta probabilidade de um evento forte.
  • Impacto imediato: Alteração nos preços de alimentos e riscos à segurança energética.

Fonte: Reuters

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