As novas vans elétricas da Amazon, equipadas com tecnologia Rivian, estão estacionadas em estações de carregamento no centro de distribuição da Amazon em Chicago. A Amazon e a Rivian apresentaram seus últimos veículos elétricos de entrega (EDV, na sigla em inglês) personalizados, que começarão a ser utilizados para entregas aos clientes, em Chicago, Illinois, EUA, em 21 de julho de 2022. / REUTERS/Jim Vondruska/Foto de arquivo
As novas vans elétricas da Amazon, equipadas com tecnologia Rivian, estão estacionadas em estações de carregamento no centro de distribuição da Amazon em Chicago. A Amazon e a Rivian apresentaram seus últimos veículos elétricos de entrega (EDV, na sigla em inglês) personalizados, que começarão a ser utilizados para entregas aos clientes, em Chicago, Illinois, EUA, em 21 de julho de 2022. / REUTERS/Jim Vondruska/Foto de arquivo

Conflito no Oriente Médio acelera migração para carros elétricos na Europa

Compartilhe:

A instabilidade no Irã e no Golfo Pérsico está provocando um efeito colateral inesperado no mercado automotivo europeu: a aceleração da transição energética. Com o preço do petróleo disparando, executivos do setor, como Markus Haupt, da SEAT/CUPRA (Volkswagen), preveem que a alta prolongada da gasolina impulsionará definitivamente a demanda por veículos elétricos.

No entanto, há um novo protagonista nesta mudança: o carro elétrico usado. Michael Lohscheller, CEO da Polestar, revelou que o mercado de segunda mão está superando o de veículos novos. Consumidores “sensíveis ao preço” estão trocando o diesel e a gasolina por modelos elétricos usados, que oferecem um custo de aquisição menor em um cenário de eletricidade ainda competitiva.

O desafio da eletricidade

Para que essa tendência se consolide, Haupt alerta: a prioridade número um deve ser manter preços competitivos na conta de luz. Se a eletricidade subir no rastro do petróleo, o atrativo dos elétricos pode evaporar.

Giro climático: O impacto da crise em 2026

Enquanto a Europa discute mobilidade, outros cantos do mundo enfrentam crises de sobrevivência ligadas ao combustível e aos eventos extremos. Confira os destaques do nosso boletim:

1. Crise alimentar em Bangladesh

A guerra no Irã atingiu o interior de Bangladesh em um estágio crítico. Milhares de agricultores não conseguem diesel para os sistemas de irrigação da safra de arroz. Sem combustível, a segurança alimentar da região está sob ameaça direta, agravando o impacto social do conflito no Oriente Médio.

2. Tragédia no Afeganistão

O país enfrenta uma sequência devastadora de desastres naturais. Após inundações, terremotos e deslizamentos que deixaram 148 mortos nas últimas duas semanas, o serviço meteorológico alerta para a chegada de condições ainda mais severas neste fim de semana.

3. O custo da IA na Austrália

Em Nova Gales do Sul, as contas de luz das famílias podem disparar devido à construção de um gigantesco centro de dados avaliado em US$ 70 bilhões. Empresas de energia alertam que a pressão da Inteligência Artificial sobre a rede elétrica e os recursos hídricos é sem precedentes, e a legislação atual não protege o consumidor comum do aumento dos custos.

4. Mineração artesanal na Zâmbia

Um projeto piloto inovador entre a Metalex Commodities e a consultoria canadense Veridicor busca formalizar a mineração de cobre artesanal na África. Através de “títulos de sustentabilidade”, o retorno do investidor é atrelado a metas sociais e ambientais, e não apenas ao volume de produção, tentando garantir direitos aos trabalhadores.

5. Dilema das geleiras na Argentina

O governo de Javier Milei conseguiu aprovar uma reforma polêmica que facilita a mineração em regiões glaciais. A medida permite que as províncias estabeleçam seus próprios padrões de proteção, o que ambientalistas criticam duramente. O risco é o comprometimento de reservas vitais de água doce em áreas periglaciais para dar lugar à exploração mineral.

O cenário de 2026 mostra que a transição energética não é mais apenas uma escolha ética, mas uma necessidade econômica de sobrevivência. Da substituição de frotas na Europa à luta pelo diesel em Bangladesh, o mundo está pagando o preço da dependência fóssil em meio a conflitos armados.

Fonte: Reuters

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *