Cadeirantes chegam ao Pico da Caledônia com apoio do Projeto Montanha Solidária

Cadeirantes chegam ao Pico da Caledônia com apoio do Projeto Montanha Solidária

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Um domingo (28/9) de sol marcou a conquista dos cadeirantes Kiko Thomaz e Tatiane Cibele Felippe, que chegaram ao Pico da Caledônia, em Nova Friburgo, a 2.257 metros de altitude, o segundo ponto mais alto da Serra do Mar. A aventura foi possível graças ao Projeto Montanha Solidária, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), responsável pela gestão do Parque Estadual dos Três Picos.

Com a ajuda de cerca de 30 voluntários e guarda-parques, a dupla percorreu cerca de dois quilômetros em uma cadeira de rodas especial adaptada para trilhas e terrenos íngremes. Além do desafio físico, o trajeto foi marcado pela contemplação da biodiversidade local e da vista panorâmica da Região Serrana.

– O nosso parque está de braços abertos para boas práticas que incentivam a inclusão e a acessibilidade de todos os visitantes. A parceria com o Projeto Montanha Solidária é fundamental para atingirmos esse objetivo – afirmou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

Para Tatiane, a experiência foi a realização de um sonho:
– Foi um passeio incrível, um sonho que consegui realizar graças ao apoio de todos. Pude apreciar a beleza da biodiversidade e sou muito grata por essa oportunidade.

Já Kiko resumiu o momento como emoção pura:
– Chegar ao topo dessa montanha foi incrível. Só tenho a agradecer a todos que ajudaram.

Inclusão nas montanhas

O Projeto Montanha Solidária promove acessibilidade em áreas naturais, garantindo que pessoas com deficiência também possam alcançar cumes e trilhas. Para isso, utiliza uma cadeira adaptada, projetada para ser carregada coletivamente até os pontos mais altos.

Sobre o Parque Estadual dos Três Picos

Com cerca de 65 mil hectares, o parque é a maior unidade de conservação estadual do Rio de Janeiro, abrangendo áreas de Teresópolis, Guapimirim, Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu e Silva Jardim. Reconhecido internacionalmente como uma IBA (Important Bird and Biodiversity Area) pela BirdLife International, é considerado estratégico para a conservação de aves e da biodiversidade da Mata Atlântica.

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