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BRICS propõem rede científica para soluções climáticas e energéticas

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Fórum científico do BRICS propõe rede de inovação climática e energética

Em meio às crescentes tensões geopolíticas e à emergência climática global, os 11 países membros do BRICS defenderam a criação de uma rede científica colaborativa voltada à busca de soluções para a crise climática, com foco em tecnologias de transição energética e programas conjuntos em inteligência artificial.

A proposta foi formalizada em uma declaração conjunta apresentada na última quarta-feira (25), durante o Fórum de Academias de Ciências do BRICS, realizado no Rio de Janeiro. O documento será encaminhado aos chefes de Estado do bloco para embasar o comunicado final da Cúpula do BRICS 2025, marcada para julho na mesma cidade.

Colaboração científica como estratégia multipolar

Com a expansão recente do grupo – que agora inclui Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia –, a iniciativa reforça o papel estratégico do BRICS na consolidação de uma ordem mundial multipolar. O texto destaca que barreiras comerciais, conflitos geopolíticos e degradação ambiental ameaçam o progresso conjunto e exigem solidariedade científica entre nações.

Segundo os signatários, a ausência de uma estrutura de cooperação tecnológica coloca em risco uma “oportunidade histórica” de desenvolvimento compartilhado entre os países do bloco e seus associados – como Belarus, Bolívia, Malásia e Nigéria.

Estrutura permanente para ciência e inovação

A proposta inclui a criação de uma estrutura institucional permanente que conecte universidades, centros de pesquisa e redes de inovação nos países membros. O objetivo é compartilhar conhecimento, acelerar o desenvolvimento de tecnologias limpas e ampliar a capacidade de resposta a crises globais – como pandemias, desastres naturais e escassez de recursos.

“Em um cenário global instável, marcado por crises sucessivas que alimentam conflitos, as Academias de Ciências do BRICS assumem o desafio de indicar caminhos alternativos ao desenvolvimento”, afirmou Helena Nader, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Contexto de crítica ao protecionismo

A declaração conjunta também ecoa críticas recentes do BRICS às políticas protecionistas adotadas por países desenvolvidos, especialmente os Estados Unidos, que têm restringido o acesso a tecnologias estratégicas e dificultado o fluxo de inovação para o Sul Global.

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