Durante uma nova reunião com representantes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), o governo brasileiro reafirmou seu compromisso com a realização da COP30 em Belém (PA), mas recusou o pedido de subsídio em hospedagens para delegações internacionais. O evento está marcado para novembro de 2025.
Força-tarefa vai apoiar países com menos recursos
Durante o encontro, foi anunciada a criação de uma força-tarefa interministerial, que reunirá representantes da Secretaria Extraordinária da COP30, Ministério do Turismo, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Ministério das Relações Exteriores.
O objetivo da iniciativa é oferecer suporte logístico aos 72 países classificados pela ONU como os que possuem menos recursos financeiros.
“Faremos um diálogo direto com esses países para assegurar que confirmem suas reservas o quanto antes”, destacou André Corrêa do Lago, presidente da COP30.
Brasil nega subsídio em hospedagens da COP30
A Organização das Nações Unidas havia solicitado apoio financeiro do governo brasileiro para ajudar na hospedagem das delegações internacionais. No entanto, a proposta foi oficialmente recusada.
“O governo brasileiro já está arcando com custos significativos para a realização da COP. Não cabe aos brasileiros subsidiar delegações estrangeiras, inclusive de países mais ricos que o Brasil”, afirmou Miriam Belchior, secretária-executiva da Casa Civil.
A secretária ressaltou que o apoio da ONU aos países mais pobres deve ser mantido no mesmo formato utilizado em outras conferências anteriores realizadas no Brasil.
Reservas confirmadas por 39 países
Até o momento, 39 países já finalizaram suas reservas de hospedagem por meio da plataforma oficial. Outras oito nações também confirmaram presença, negociando diretamente com hotéis da capital paraense.
A expectativa do governo é que todas as mais de 190 delegações interessadas consigam participar da conferência em Belém.
Intervenções no setor privado são limitadas, diz governo
Questionado sobre o aumento dos preços nas hospedagens em Belém, o governo brasileiro esclareceu que existe um limite legal de intervenção no setor privado.
“Somos um país democrático e com regras de mercado. Não é possível forçar a redução de preços, mas já foi instaurado um processo administrativo para apurar possíveis abusos”, afirmou Valter Correia, secretário extraordinário para a COP30.


