Alunos de escola estadual recebem palestra ambiental em Farol

O que você quer deixar para as próximas gerações? O aumento mundial da temperatura? Montanhas de plástico em ilhas no meio do nada?

Essas foram as principais indagações feitas pela Jornalista e Gestora Ambiental, Andresa Alcoforado, durante uma palestra no Colégio Estadual Manoel Pereira Gonçalves, em Farol de São Thomé, distrito de Campos dos Goytacazes. O bate papo com os alunos aconteceu nesta segunda-feira, 4, no auditório da escola.

Durante todo o ano, os alunos estão sendo estimulados a aprenderem sobre meio ambiente englobando diversas vertentes. Palestras, oficinais e passeios estão na programação, além disso, professores, funcionários e estudantes tentam replicar esses conhecimentos no ambiente escolar.
“Ainda estamos trabalhando o meio ambiente com eles, cada mês a gente trabalha um tipo de visitação, por exemplo, fomos ao porto de Farol de São Thomé conciliado a uma oficina de fotos ambientais. Já visitamos também o Lagamar, outra área da região de Farol. Hoje, aprendemos como descartar o lixo eletrônico. Queremos conscientizar o aluno, eles acabam conscientizando a família. A educação ambiental precisa vir de casa, mas o acesso é menor, acaba que fica mais fácil ser divulgado por nós, uma maneira de melhorar o meio que a gente vive”, explica a diretora Adriana Sá.

Para a coordenadora da escola, Dalva Maia, importante é envolver os alunos nesses projetos, inclusive a lei 9.795/99 da Política Nacional do Meio Ambiente tornou obrigatório a presença da educação ambiental em todo o processo educativo. “De grande importância, nós como escola temos o dever de promover a educação ambiental e a maneira mais rápida e eficaz é promovendo palestras que venha a contribuir para a formação de agentes civis conscientes da preservação ambiental e que possam, (alunos) compreender questões ambientais necessárias para o desenvolvimento de uma sociedade sustentável. Acreditamos que a chave para a mudança é a educação e o conhecimento. E que possamos entender que a sobrevivência dos ecossistemas depende do coletivo”, afirma a coordenadora.

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Reciclagem de eletrônicos

Mais de 53 milhões de toneladas de equipamentos eletroeletrônicos e pilhas são descartadas em todo o mundo, segundo dados levantados, em 2020, pelo The Global E-waste Monitor. Na outra ponta, o número de dispositivos, no mundo, cresce cerca de 4% por ano. Apenas o Brasil descartou, em 2019, mais de 2 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, sendo que menos de 3% foram reciclados, de acordo com um relatório desenvolvido pela Universidade das Nações Unidas.

No estado do Rio de Janeiro, nem mesmo o “Mapeamento dos Fluxos de Recicláveis Pós-Consumo no Estado”, realizado e divulgado pela Federação das Indústrias (Firjan), tem dados específicos sobre a geração de e-waste (termo em inglês usado para lixo eletrônico).

Porém, o mapeamento revelou, no geral, o quanto o Norte Fluminense perde anualmente em materiais que poderiam seguir o caminho da reciclagem e gerar recursos para os municípios, algo avaliado em R$ 43,1 milhões. A estimativa é de que a região enviou para o aterro 98 mil toneladas de resíduos que poderiam seguir para reciclagem em vez de serem depositados em aterros sanitários.

“Infelizmente não existem políticas que estimulem a reciclagem, principalmente dos resíduos eletrônicos, boa parte das leis não funcionam no Brasil e as pessoas parecem não se incomodar com a falta de uma coleta seletiva. Muitas pessoas ainda nem separam o próprio lixo em casa. Nós da Caparaó Reciclagem, recolhemos esses resíduos eletrônicos e fazemos todo o destino. Atendemos empresas e o público em geral, com todo o licenciamento adequado”, lembra a palestrante Andresa Alcoforado, Gestora Ambiental da empresa.

Onde descartar em lixo eletrônico em Campos?

Caparaó Reciclagem
Avenida Silvio Bastos Tavares, 116- Parque Leopoldina, Campos dos Goytacazes
Mais informações: 22 99945 2060 ou 99900 4242

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