Uma transformação histórica silenciosa atingiu seu ápice em 2025: pela primeira vez, a geração de energia solar e eólica superou o carvão como principal fonte de eletricidade global. O crescimento de 109% nessas fontes no último ano prova que a transição energética não depende mais apenas de governos, mas de uma lógica econômica imbatível: o Sol e o Vento tornaram-se as formas mais baratas de gerar energia no planeta.
Mesmo com a postura do governo Donald Trump nos EUA, que revogou incentivos e dificultou licenças para projetos offshore, as renováveis continuam quebrando recordes.

A vitória da economia sobre os combustíveis fósseis
O motivo da ascensão meteórica é matemático. O custo da energia solar em escala industrial despencou 85% na última década. Segundo o relatório Lazard 2025, gerar eletricidade hoje custa:
- Solar/Eólica: 4 a 13 centavos de dólar por kWh (com armazenamento).
- Gás natural: 13,8 a 26 centavos de dólar por kWh.
- Carvão: Ainda mais caro que o gás.
O salto da África e o caso curioso dos EUA
Enquanto países desenvolvidos discutem subsídios, a África está realizando um “salto tecnológico”. Da mesma forma que o continente pulou os telefones fixos direto para os celulares, 18 países africanos agora saltam os combustíveis fósseis para a eletrificação solar direta.
Nos Estados Unidos, o cenário é irônico: 73% da nova capacidade solar instalada em 2025 ocorreu em estados governados por republicanos, como Texas, Flórida e Ohio. O motivo? Estes estados priorizam o custo-benefício e a competitividade que as renováveis oferecem.


O papel do armazenamento
O grande “divisor de águas” em 2026 é o armazenamento por baterias, que dobrou de capacidade no último ano. Com baterias mais eficientes, a intermitência (falta de sol ou vento) deixou de ser um problema técnico, tornando o sistema confiável 24h por dia e sepultando o argumento de que renováveis são “fontes alternativas”. Hoje, elas são o padrão.
Fonte: Yale Climate Connections / Live Science


