Membros do Partido Verde Alemão protestaram do lado de fora da Embaixada dos EUA contra o primeiro anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar os EUA do Acordo de Paris, em 2 de junho de 2017 em Berlim, Alemanha. Sean Gallup / Getty Images
Membros do Partido Verde Alemão protestaram do lado de fora da Embaixada dos EUA contra o primeiro anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar os EUA do Acordo de Paris, em 2 de junho de 2017 em Berlim, Alemanha. Sean Gallup / Getty Images

Trump retira os EUA do Acordo de Paris, novamente

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O presidente Donald Trump, em sua nova gestão, retirou novamente os Estados Unidos do Acordo de Paris, ação que havia sido revertida por seu antecessor, Joe Biden, em 2021. A decisão foi uma das primeiras medidas tomadas por Trump em seu retorno à Casa Branca, sinalizando uma abordagem contrária à ação climática global. Durante uma cerimônia na Capital One Arena, Trump assinou a ordem executiva justificando que o Acordo impunha um ônus econômico injusto aos EUA, enquanto outros países, como a China, continuavam a poluir sem restrições. Essa decisão ecoa a sua postura anterior, quando, em 2017, anunciou a primeira retirada do país do pacto climático global.

A medida gerou fortes críticas de organizações ambientais, que destacaram o agravamento da crise climática, evidenciada pelo ano de 2024, que registrou recordes históricos de aquecimento global e emissões de dióxido de carbono. Laurence Tubiana, uma das arquitetas do Acordo de Paris, enfatizou a importância de redobrar os esforços climáticos globais, mesmo sem o envolvimento dos Estados Unidos, enquanto o presidente do NRDC, Manish Bapna, classificou a decisão como um retrocesso perigoso em um momento crítico para o clima.

Além de abandonar o Acordo, Trump também reverteu exigências sobre veículos elétricos, suspendeu restrições à exportação de gás natural liquefeito e congelou projetos de energia eólica. Essas ações contrariam avanços recentes em energia limpa que têm gerado empregos, reduzido custos e fortalecido a segurança energética nos EUA. Especialistas alertam que a meta global de limitar o aquecimento a 1,5°C está cada vez mais distante, e medidas como essas comprometem ainda mais a capacidade de enfrentar os desafios climáticos globais. Apesar das reações negativas, o governo Trump reafirma sua posição de priorizar as indústrias tradicionais em detrimento de ações sustentáveis, colocando o futuro climático em risco.

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