© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Colômbia sedia 1ª Conferência Internacional para o fim da era dos combustíveis fósseis

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Começa nesta sexta-feira (24), em Santa Marta, na Colômbia, um encontro histórico que reúne representantes de 60 governos, além de líderes indígenas, cientistas e diplomatas. A 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis nasce com a missão de dar corpo ao “Mapa do Caminho” — a estratégia global lançada pelo Brasil na COP30 para reduzir a dependência mundial de petróleo, gás e carvão.

Promovida em parceria pelos governos da Colômbia e da Holanda, a conferência foca em soluções práticas, trocas de experiências fiscais e a criação de uma coalizão de países dispostos a acelerar a transformação energética de forma justa e democrática.

O “mapa do caminho”: A herança de Belém

A proposta, que nasceu sob o céu de Belém (PA) durante a COP30, busca agora em Santa Marta os subsídios necessários para sua conclusão. O objetivo é entregar um roteiro global consolidado até a COP31, na Turquia, em novembro deste ano.

  • Apoio de peso: Países como Austrália, Canadá, Noruega e o bloco da União Europeia reafirmaram interesse no debate.
  • As ausências: Gigantes como Estados Unidos, China e Índia ainda se mantêm fora da iniciativa, o que eleva a importância da liderança de países como Brasil e Colômbia na articulação de consensos.

Eixos da transformação

Os debates em Santa Marta estão organizados em três pilares fundamentais:

  1. Independência econômica: Como países dependentes da renda do petróleo podem diversificar suas economias.
  2. Oferta e demanda: Estratégias para substituir o consumo fóssil por renováveis em escala global.
  3. Diplomacia climática: Fortalecimento da cooperação internacional e financeira.

Amazônia no centro do debate

Para as organizações sociais, a escolha da Colômbia — país amazônico — é altamente simbólica. A conferência ocorre em um momento em que a pressão por novas explorações de petróleo na Foz do Amazonas gera alertas globais.

“Explorar fósseis na Amazônia terá consequências irreversíveis. Em Santa Marta, esperamos que os países reforcem a urgência de barrar a expansão da indústria fóssil no bioma antes que seja tarde demais”, afirma Mariana Andrade, coordenadora de Oceanos do Greenpeace Brasil.

Ricardo Fujii, do WWF-Brasil, destaca que a delegação brasileira tem uma oportunidade de ouro para exercer um papel estratégico, articulando esforços para que as promessas climáticas se transformem em ações efetivas e financiadas.


Destaques da Conferência (Abril 2026):

  • 60 Governos: Representação de nações e estados subnacionais.
  • COP31: Meta de entrega do Mapa do Caminho finalizado em Antália, Turquia.
  • 28 e 29 de Abril: Cúpula de líderes e encerramento da Plenária Geral.
  • Consenso Global: 80 países já apoiam formalmente a transição para longe dos fósseis.

Fonte: Agência Brasil

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