O céu brasileiro nunca esteve tão movimentado. Pela primeira vez na história, o número de passageiros em voos domésticos ultrapassou a marca de 17 milhões nos meses de janeiro e fevereiro. O dado, revelado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), representa um crescimento de 8% em relação ao ano passado e supera o recorde anterior de 2020 (16,9 milhões).
O motor desse desempenho recorde foi o Carnaval, que consolidou o turismo como um vetor estratégico de crescimento econômico e geração de renda no início de 2026.
Turismo como motor econômico
A maior oferta de voos e o fortalecimento de destinos nacionais mostram que o brasileiro está redescobrindo o próprio país. Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números refletem um esforço para ampliar a conectividade aérea e incentivar a cadeia produtiva do setor.
“O crescimento consistente demonstra que o brasileiro voltou a viajar pelo país. Seguiremos trabalhando para tornar o Brasil cada vez mais acessível e atrativo”, destacou o ministro.
O desafio da “aviação verde”
Embora o recorde seja uma vitória para a economia, ele traz à tona o debate sobre a pegada de carbono do setor. Com mais de 17 milhões de pessoas no ar em apenas 60 dias, a pressão por soluções sustentáveis aumenta:
- SAF (Combustível Sustentável de Aviação): O Brasil tem potencial para ser o maior produtor global de querosene de aviação renovável, feito a partir de resíduos agrícolas e óleos vegetais.
- Eficiência operacional: O aumento de passageiros exige que as companhias operem com aeronaves mais modernas e rotas mais diretas para reduzir a queima de combustível por assento.
O recorde de 2026 marca um novo patamar para o turismo nacional, mas também sinaliza que o próximo grande salto do setor precisará ser tecnológico e sustentável, garantindo que o prazer de viajar não comprometa as metas climáticas.
Fonte: Com informações do Ministério do Turismo


