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Alerta máximo: ONU revela “desequilíbrio energético” recorde e teme novo El Niño em 2026

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A Organização Meteorológica Mundial (OMM) emitiu um novo e sombrio diagnóstico sobre a saúde do planeta. Segundo a agência da ONU, a Terra está absorvendo muito mais energia térmica do que é capaz de liberar para o espaço. Esse fenômeno, chamado de “desequilíbrio energético”, é o motor por trás do aquecimento sem precedentes dos oceanos e do derretimento acelerado das calotas polares registrados em 2025.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, foi incisivo ao comentar os dados: “O planeta está sendo levado além de seus limites. Todos os indicadores climáticos estão em alerta máximo”. Ele reiterou que o abandono dos combustíveis fósseis não é mais apenas uma pauta ambiental, mas uma questão de segurança nacional.

O oceano como esponja térmica

Um dado alarmante do relatório mostra que mais de 90% do excesso de calor gerado pelas emissões de CO2 está sendo armazenado nos oceanos.

  • Profundidade do problema: O calor nos 2 km superiores do oceano atingiu recordes históricos. Nos últimos 20 anos, o ritmo desse aquecimento dobrou em comparação ao final do século XX.
  • Consequências reais: Esse “oceano febril” é o combustível para tempestades mais destrutivas, elevação do nível do mar e o colapso da vida marinha.

2025: O ano que “enganou” a estatística

Embora 2025 tenha sido ligeiramente menos quente que 2024 (que foi impulsionado por um El Niño forte), ele ainda se consolidou como um dos três anos mais quentes da história. A temperatura média global ficou 1,43°C acima dos níveis pré-industriais.

O alívio temporário veio do fenômeno La Niña, mas os cientistas alertam: o aquecimento global está se acelerando. “As atividades humanas estão perturbando o equilíbrio natural e viveremos com essas consequências por centenas de anos”, afirmou a professora Celeste Saulo, secretária-geral da OMM.

A ameaça do El Niño em 2026

O radar dos meteorologistas já aponta para um novo perigo. Previsões de longo prazo sugerem fortemente que uma nova fase de aquecimento do El Niño poderá se formar no segundo semestre de 2026.

“Se o El Niño se consolidar somado à tendência de aquecimento humano, poderemos ver recordes de temperatura absolutos até 2027”, projeta o Dr. John Kennedy, da OMM.

Calor “virtualmente impossível”

O relatório cita eventos atuais para ilustrar a gravidade: ondas de calor no sudoeste dos EUA ultrapassaram os 40°C recentemente, marcas de 10°C a 15°C acima da média para a temporada. Uma análise do grupo World Weather Attribution concluiu que tais temperaturas seriam virtualmente impossíveis sem a influência direta da atividade humana na atmosfera.

Fonte: BBC News

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