Criado em 1945 por cientistas do Projeto Manhattan, o "Relógio do Juízo Final" é um lembrete constante da iminente catástrofe global. Em 2026, o relógio se aproximou da meia-noite mais do que nunca. (Crédito da imagem: Boletim dos Cientistas Atômicos)
Criado em 1945 por cientistas do Projeto Manhattan, o "Relógio do Juízo Final" é um lembrete constante da iminente catástrofe global. Em 2026, o relógio se aproximou da meia-noite mais do que nunca. (Crédito da imagem: Boletim dos Cientistas Atômicos)

85 segundos para o fim: relógio do apocalipse avança e atinge marca mais perigosa da história

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O mundo nunca esteve tão próximo de uma catástrofe global. O Boletim dos Cientistas Atômicos anunciou o ajuste do “Relógio do Apocalipse” para 85 segundos para a meia-noite — um avanço de 4 segundos em relação ao ano passado e a posição mais alarmante desde sua criação em 1945.

O ajuste reflete um cenário onde as tensões nucleares clássicas agora se somam a ameaças tecnológicas emergentes, como a Inteligência Artificial (IA) desregulamentada e a criação de formas de vida sintéticas.

A tríade do abismo: armas, clima e IA

Os cientistas apontam que a trajetória atual da humanidade é “insustentável”. Três pilares sustentam esse otimismo sombrio:

  1. Escalada nuclear: A expiração do tratado Novo START entre EUA e Rússia, somada à modernização dos arsenais da China, encerrou seis décadas de esforços para restringir a competição atômica. O fantasma da retomada de testes nucleares explosivos voltou à mesa das grandes potências.
  2. Retrocesso climático: O relatório critica duramente a falta de compromisso global com a eliminação dos combustíveis fósseis e os ataques a tecnologias de energia renovável, o que acelera o colapso ambiental.
  3. Tecnologias descontroladas: A IA foi citada como um multiplicador de riscos, tanto pela capacidade de gerar desinformação em massa quanto por sua integração perigosa aos sistemas de defesa das nações.

O surgimento da “vida espelho”

Uma das advertências mais perturbadoras deste ano envolve a “vida espelhada”. Trata-se de organismos sintetizados quimicamente que são imagens espelhadas, em nível molecular, da vida natural.

  • O risco: Essas formas de vida poderiam escapar do controle laboratorial, substituindo micróbios naturais ou driblando completamente o sistema imunológico humano e animal, o que poderia desencadear pandemias para as quais não existem defesas biológicas.

O peso da autocracia

Para os autores do Boletim, a ascensão global de regimes autocráticos atua como um “acelerador de ameaças”. A falta de transparência e a redução da cooperação internacional tornam crises climáticas e nucleares muito mais difíceis de reverter, reduzindo a responsabilidade dos líderes mundiais perante o destino da espécie humana.

Fonte: livescience.com

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