O governo de Minas Gerais aplicou uma multa de R$ 1,7 milhão contra a mineradora Vale após vazamentos de água e sedimentos em duas de suas unidades: a Mina de Fábrica (Ouro Preto) e a Mina de Viga (Congonhas). As falhas, ocorridas entre o último domingo (25) e segunda-feira (26), levaram à suspensão imediata das atividades em ambas as minas por tempo indeterminado.
Impacto Ambiental e Fiscalização
Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o incidente na Mina de Fábrica liberou cerca de 262 mil metros cúbicos de água com sedimentos, que atingiram o Rio Maranhão. Na unidade de Viga, o material alcançou o Córrego Maria José e também o Rio Maranhão.
Alexandre Leal, subsecretário de Fiscalização Ambiental, afirmou que todos os danos foram mapeados e serão reparados pela empresa. Ele alertou ainda que o valor da autuação pode subir caso novas irregularidades sejam detectadas durante o processo de perícia. Não houve registro de vítimas nos incidentes.
Terceiro vazamento gera polêmica com a CSN
Na quinta-feira (29), a Prefeitura de Congonhas relatou um terceiro vazamento, desta vez no dique de Fraile, na mina Casa de Pedra, de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
A situação, no entanto, gerou um conflito de versões:
- Prefeitura de Congonhas: Afirmou que houve “carreamento de resíduos por enxurrada”.
- CSN: Negou qualquer anormalidade nas estruturas da barragem. Em nota, a companhia esclareceu que o problema se limitou à drenagem de estradas de terra e acúmulo de galhos devido às fortes chuvas, sem relação com suas atividades operacionais ou contenções de resíduos.
A fiscalização estadual segue acompanhando a situação na região para garantir a segurança das comunidades e a preservação dos cursos d’água.
Fonte: Agência Brasil




