Novos dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revelam que o Brasil encerrou 2025 com uma vitória expressiva na conservação ambiental. As Unidades de Conservação (UCs) da Amazônia registraram o menor índice de derrubada de floresta desde 2014, comprovando que a proteção jurídica desses territórios é a ferramenta mais eficaz contra a destruição.
Segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), as UCs perderam 166 km² de floresta em 2025 — uma queda de 38% em relação ao ano anterior e um recuo impressionante de 86% comparado a 2022.
Terras Indígenas: O menor índice em 8 anos
As Terras Indígenas (TIs) também se consolidaram como guardiãs do bioma. Em 2025, o desmatamento nesses territórios foi de apenas 44 km², o número mais baixo dos últimos oito anos. Para se ter uma ideia do avanço, o índice é 88% menor do que o registrado em 2019.
Atualmente, apenas 2% de todo o desmatamento da Amazônia ocorre dentro de TIs, reafirmando o papel crucial dos povos originários na manutenção do equilíbrio climático e da biodiversidade.
Tendência consolidada de queda
Pelo terceiro ano consecutivo, a Amazônia como um todo viu seus índices de destruição recuarem. No acumulado de 2025, a devastação total caiu 27%, fechando o ano com 2.741 km² de área desmatada.
Outro dado que chama a atenção é a drástica redução na degradação florestal (causada por fogo e exploração madeireira seletiva), que despencou 88% no ano, passando de 36 mil km² em 2024 para pouco mais de 4,4 mil km² em 2025.
Caminho para o desmatamento zero
Para os pesquisadores do Imazon, os resultados de 2025 e o início promissor do calendário de 2026 (que já mostra queda de 41% nos primeiros cinco meses) indicam que o Brasil está trilhando o caminho correto para cumprir a meta de desmatamento zero até 2030.
“Unidades de conservação e terras indígenas funcionam como barreiras eficazes contra o avanço da destruição”, afirma Carlos Souza Jr., pesquisador do instituto. O desafio agora, segundo a equipe, é manter o fortalecimento da fiscalização para que essa tendência não sofra retrocessos.
Fonte: CNN Brasil


