Para o viajante moderno, carimbar o passaporte é apenas o começo. O que realmente importa é a transformação pessoal que o destino proporciona. Segundo a pesquisa TRVL Lab/Sebrae, impressionantes 86% dos brasileiros consideram as experiências vivenciadas como o fator determinante de uma viagem.
Esse comportamento, impulsionado pelas gerações Millennials e Z, foca na personalização e na busca por propósito. Com base no estudo “Experiential Travel Trends 2026”, da ALL Accor, listamos as 8 tendências que estão moldando o setor este ano:
1. Economia da endorfina
Eventos ao vivo são os novos “objetos de desejo”. De grandes shows a maratonas e festivais de cultura, 89% dos turistas sentem que a viagem só é completa com a descarga de adrenalina e emoção de uma experiência coletiva em tempo real.
2. Hyper playgrounds
Cansados da “tirania da produtividade”, os viajantes buscam o lúdico. Isso se traduz em hotéis com design divertido e restaurantes performáticos. Mais de 40% dos turistas preferem locais que ofereçam entretenimento e quebra da rotina séria do dia a dia.
3. Estilos de vida portáteis
O viajante não quer mais se adaptar ao hotel; o hotel é que deve se adaptar à rotina dele. Manter o home office, a dieta, os treinos e levar o pet junto é prioridade para 95% dos entrevistados.
4. Bem-estar social
O bem-estar em 2026 é coletivo. A busca por conexões humanas profundas é meta para 84,5% dos viajantes. A ideia é trocar o spa solitário por atividades em grupo que promovam convivência e troca de vivências.
5. Nostalgia e desconexão digital
Em um mundo saturado de notificações, 87% dos viajantes sentem saudade de tempos mais simples. A tendência é o “luxo analógico”: destinos que incentivam guardar o celular e focar em prazeres tangíveis e sensoriais.
6. Sincronização com a terra
Viajar para ver a florada de uma espécie, a aurora boreal ou a migração de animais. 69% dos turistas planejam roteiros baseados em fenômenos naturais e sazonais, buscando reajustar o próprio ritmo ao relógio do planeta.
7. Jornadas sem filtro
O fim da “estética Instagram”. Cerca de 63% dos viajantes evitam destinos que parecem cenários montados para fotos. A busca agora é pelo real: o restaurante onde os locais comem e as dicas dadas por pessoas reais, sem filtros de edição.
8. Pontos Maximizados
Programas de fidelidade mudaram de foco. Em vez de apenas diárias grátis, 72% dos membros querem usar seus pontos para acessar experiências exclusivas — como um jantar com um chef renomado ou acesso VIP a eventos — que o dinheiro nem sempre compra.
Fonte: Ministério do Turismo


