Turbinas eólicas e painéis solares na base de demonstração da indústria de planícies de maré na cidade de Yancheng, província de Jiangsu, China, em 28 de maio de 2025. Costfoto / NurPhoto via Getty Images
Turbinas eólicas e painéis solares na base de demonstração da indústria de planícies de maré na cidade de Yancheng, província de Jiangsu, China, em 28 de maio de 2025. Costfoto / NurPhoto via Getty Images

China bate novo recorde de instalações solares e eólicas em maio de 2025

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A China segue liderando a corrida global por energia limpa, atingindo níveis históricos de novas instalações solares e eólicas. Só no mês de maio de 2025, o país adicionou 93 gigawatts (GW) de capacidade solar — o equivalente a instalar quase 100 painéis por segundo — e 26 GW em capacidade eólica, ou aproximadamente uma nova turbina a cada 10 minutos, conforme análise da pesquisadora Lauri Myllyvirta, do Asia Society Policy Institute.

Crescimento explosivo em comparação a 2024

De janeiro a maio de 2025, a China adicionou quase 198 GW de energia solar, um aumento de 388% em relação ao mesmo período do ano anterior, que já havia registrado um recorde. No mesmo intervalo, também foram adicionados 46 GW de energia eólica.

Esse avanço coloca a capacidade solar acumulada do país em 1,08 terawatts (TW) — aproximadamente 50% da capacidade solar instalada globalmente, segundo dados da Administração Nacional de Energia (NEA).

Energia limpa supera carvão em investimentos

Pela primeira vez, os investimentos chineses em energia solar e eólica superaram os destinados ao carvão. Isso marca um ponto de inflexão na matriz energética do país, que ainda depende fortemente de combustíveis fósseis, mas que agora demonstra sinais concretos de transição.

Segundo Myllyvirta, somente a nova capacidade instalada em maio poderia gerar eletricidade equivalente ao consumo de países como Suécia, Noruega, Polônia e Emirados Árabes Unidos, ou de estados americanos como Carolina do Norte, Maryland e Washington.

Impulso temporário, mas de grande impacto

O crescimento extraordinário está ligado, em parte, a incentivos regulatórios — como mudanças nas tarifas de compra de energia renovável a partir de junho. Apesar da previsão de desaceleração no segundo semestre, analistas concordam que o impacto será duradouro.

“Esses números absurdos de instalação são resultado de uma indústria solar altamente lucrativa e de custos reduzidos, além da pressa antes das novas regras tarifárias”, afirmou Myllyvirta no Bluesky.

Mesmo com um possível arrefecimento, a expectativa é que a geração de energia limpa continue crescendo, impulsionada pelo volume de capacidade já implementada.

Ponto de inflexão nas emissões

Apesar de ser o maior emissor global de gases de efeito estufa, a China viu suas emissões caírem em maio de 2025, mesmo com o aumento no consumo energético — um possível indício de que o país está se aproximando do pico de emissões, meta fixada para até 2030.

Este desempenho mostra o potencial de reestruturação energética em grande escala, destacando a China como peça-chave para o sucesso global na luta contra a crise climática.

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