Ele coloriu as ruas de Guaçuí com flores

Ele coloriu as ruas de Guaçuí com flores

“O projeto que começou na Secretaria de Meio Ambiente, tomou parte da rotina dos moradores e encantou os visitantes”

Quem não gosta de andar pelas ruas e encontrar flores? Os tradicionais canteiros da parte central da cidade de Guaçuí, ao Sul do Espírito Santo, receberam as mais variadas espécies nos últimos anos. Foi rápido para moradores e visitantes se encantaram com tanta beleza. As primeiras ruas a receberam o paisagismo foram as centrais, logo os moradores se envolveram com o projeto feito por Roberto Martins, na época secretário Municipal de Meio Ambiente. O morador que é policial aposentado, inclusive atuou na Policial Ambiental, sempre priorizou a educação ambiental na cidade.

Cerca de seis mil mudas nativas da mata atlântica foram distribuídas a comunidade, sem contar as inúmeras que foram plantadas nas avenidas da cidade. “Demos uma atenção especial na questão do paisagismo, que traz grandes benefícios para o município por agradar a todos gerando na sociedade o sentimento de afeição a natureza, fomentando ações de suporte à preservação ecológica, incrementando o turismo, humanizando o ambiente e gerando a sensação de uma cidade acolhedora e organizada”, destaca Roberto.

Não foi só plantar, houve durante um bom tempo um planejamento, inclusive foi feita uma consultoria de um paisagista com experiência internacional. “Recebemos em Guaçuí no mês de janeiro de 2017, um paisagista brasileiro que reside na Itália e que já morou no Reino Unido. Ele que nos prestou relevantes serviços gratuitamente, esse suporte técnico foi fundamental para o sucesso de nosso trabalho. O paisagista Ziviani percorreu conosco várias ruas e avenidas nos orientando que tínhamos que observar primeiramente as características de cada espaço, como: largura do canteiro, se o local possui tráfego de veículos intenso, tipo de iluminação com posição dos postes e fiação, largura da calçada e rua, presença de sinalização de trânsito, ou seja, considerar todo o ambiente onde ocorrerá o plantio para então avaliarmos as características de cada espécie”, lembra Roberto.

Furto das plantas

Durante o projeto muitos problemas foram registrados, principalmente o furto de plantas e até mesmo vandalismo. Pessoas que destruíam o patrimônio público, ou mesmo, achava normal retirar plantas de canteiros da cidade de forma impune. Pequenas atitudes que demonstram a falta de preocupação de um ambiente que é de todos.

“Cheguei a registrar queixa crime algumas vezes, sendo inclusive questionado por um membro do conselho municipal de meio ambiente sobre essa minha atitude. Respondi que as plantas da minha casa eu posso doar a quem desejar, enquanto as adquiridas e mantidas com o dinheiro dos nossos impostos, estão ali com um objetivo específico e não pertence a mim ou a ela, pertence a todos”, afirma Roberto.

Sem falar que o paisagismo não consiste em apenas plantar, mas foi preciso fazer podas e até cortar algumas árvores. “Pessoas vão para redes sociais comentar aquilo que desconhecem. Cada supressão foi feita com uma rigorosa avaliação ocorrendo seu deferimento com critérios, havendo compensação ambiental e passando por um conselho. As pessoas precisam entender que a cidade cresce, desenvolve e resulta na necessidade em casos que necessite a supressão arbórea”, destaca Martins.

Colorir a cidade e embelezar as ruas não foi tarefa fácil, não pelo plantio, mas sim superar antigos conceitos da população. E se você ainda tem dúvida se é bom ou ruim, basta lembrar que a arborização absorve radiação solar, proporciona sombra, reduzem ou aumentam a velocidade dos ventos. A umidade do ar ficou melhor, amenizando a poluição e protegendo a natureza. Valorize!

 

Fotos: Roberto Martins