
Com projeção de alta probabilidade de fenômeno intenso no segundo semestre, Prefeitura integra mais de 50 órgãos municipais, reforça infraestrutura verde e amplia protocolos de segurança contra o calor extremo e fortes chuvas.
Diante da projeção de 81% de probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte entre os meses de outubro, dezembro e com possíveis reflexos estendidos por todo o verão, a Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou, nesta segunda-feira (20/07), sua robusta estrutura de prevenção, monitoramento e pronta resposta climática. O planejamento estratégico mobiliza mais de 50 órgãos e agências municipais de forma integrada.
A coletiva de imprensa foi realizada no Centro de Operações e Resiliência (COR) e reuniu representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e Clima, Infraestrutura, Conservação, Saúde, Comlurb e Defesa Civil. Durante o encontro, o prefeito destacou que, embora os fenômenos globais alterem o regime de chuvas e temperaturas, a cidade aposta na antecipação e em grandes obras estruturantes para minimizar riscos e proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.
Gestão integrada e monitoramento em tempo real
A capacidade de resposta rápida da capital fluminense é ancorada pelo COR-Rio, que opera 24 horas por dia com suporte de radares meteorológicos próprios, pluviômetros, estações de monitoramento e ferramentas de rastreio de núcleos de chuva, descargas atmosféricas e riscos de deslizamento.
Esse aparato tecnológico permite ao poder público acionar cerca de 50 protocolos operacionais em tempo hábil, unindo a Defesa Civil, as subprefeituras e a rede de saúde em uma força-tarefa contínua.
Enfrentamento ao calor extremo e adaptação climática
Reconhecido internacionalmente — inclusive premiado pelo Bloomberg Philanthropies Mayors Challenge —, o Protocolo de Calor do Rio estabelece níveis de resposta progressivos (de Calor 1 a Calor 5) com base em índices que combinam temperatura, umidade relativa e persistência dessas condições térmicas.
O sistema é gerido de forma integrada pelo Alerta Rio e pelo Centro de Inteligência Epidemiológica (CIE) da Secretaria Municipal de Saúde, emitindo alertas precoces e orientando a preparação das unidades de urgência e atenção primária.
Como medida estrutural de mitigação térmica, a Prefeitura tem investido fortemente na ampliação de áreas verdes:
- Reflorestamento e Biodiversidade: O programa Refloresta Rio já alcançou a marca de mais de 10,8 milhões de mudas plantadas, somando-se à iniciativa Planta+Rio e à criação de novas Unidades de Conservação, como o REVIS das Florestas de Jacarepaguá e a APA das Lagoas de Jacarepaguá, que formam a base do novo Corredor Azul.
- Parques Urbanos: A entrega de grandes áreas de lazer e conforto térmico — como o Parque Carioca Pavuna e o Parque Piedade na Zona Norte, o Parque Susana Naspolini e o Parque Oeste na Zona Oeste, além do Parque Rita Lee na Barra da Tijuca — descentraliza o acesso a espaços arborizados. O município já planeja novas frentes de expansão, incluindo o Parque Linear da Maré e o Parque Terra Prometida em Santa Cruz.
- Projetos Comunitários: Iniciativas como Guardiões dos Rios e Guardiãs das Matas promovem o engajamento direto de moradores e lideranças femininas locais na preservação de cursos d’água e educação ambiental.
Segurança nas chuvas: drenagem e prevenção de cheias
Para lidar com o regime de chuvas intensas típicas da estação, o município conta com um sistema de alerta que abrange 165 sirenes em 103 comunidades, além de 225 pontos de apoio e simulações regulares de desocupação. Tecnologias modernas como o Cell Broadcast garantem o envio de alertas de emergência geolocalizados diretamente para os celulares da população em áreas de risco.
Na frente de conservação e escoamento, a infraestrutura urbana ganhou reforço expressivo em 2026:
- Limpeza e Manutenção: A Operação Ralo Limpo e a ação Moto Abre Ralo já desobstruíram dezenas de milhares de bueiros e ralos por toda a cidade. O investimento da Seconserva em combate a alagamentos saltou de R$ 30 milhões em 2025 para R$ 70 milhões em 2026.
- Obras Estruturantes: Intervenções de grande porte — como os projetos do PAC em Realengo, Acari, Jardim Maravilha e as melhorias integradas do programa Bairro Maravilha — somam bilhões de reais em saneamento, drenagem, contenção de encostas e urbanização de comunidades como Maré, Rocinha e Alemão.
A preparação antecipada reforça o compromisso do Rio de Janeiro com a resiliência urbana e o desenvolvimento sustentável frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas globais.




