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Iraras são flagradas no Parque Estadual Cunhambebe

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Inea fez o registro dos animais por meio de armadilhas fotográficas instaladas na mata
Três Iraras (Eira barbara) foram flagradas passeando no Parque Estadual Cunhambebe, na Costa Verde Fluminense. Com movimentos ágeis e curiosos, os animais foram registrados na unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), no início de julho, por meio de armadilhas fotográficas.

A Irara, também conhecida como papa-mel ou papa-melão, é um mamífero carnívoro pertencente à família dos Mustelídeos, que engloba animais como ariranhas e lontras. Tipicamente florestal e com distribuição geográfica ampla e ocorrência em quase todo território brasileiro, a espécie é protegida pelas áreas de abrangência do parque.

As imagens foram realizadas graças às ações de monitoramento sistemático da fauna que ocorre no interior da unidade de conservação estadual. “O registro é capaz de nos conectar com a essência da natureza e de lembrar da importância de preservar e proteger os habitats naturais dos animais silvestres que são tão importantes para o nosso ecossistema”, destaca o vice-governador e Secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Thiago Pampolha.

As iraras possuem movimentos rápidos quando estão no chão e muita agilidade no estrato arbóreo. Embora a espécie seja considerada solitária, é possível avistar mães com filhotes ou alguns andando em pares e trios como registrado nas imagens. O animal possui um cardápio pouco variado, restringindo-se basicamente em pequenos roedores, cana-de-açúcar, frutos e muito mel, motivo que origina um de seus nomes populares. De hábitos diurnos, é considerado um exímio caçador de suas presas.

Os registros fotográficos no Parque Estadual Cunhambebe são frutos de acordo de cooperação celebrado entre Inea e a Vale.

Sobre a unidade de conservação

O Parque Estadual Cunhambebe abrange parte dos municípios de Angra dos Reis, Mangaratiba, Rio Claro e Itaguaí, possuindo uma área de 38.053 hectares. A finalidade principal da unidade de conservação, criada em 2008, é assegurar a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica da região sul fluminense da Serra do Mar, permitindo a conectividade entre os maciços da Bocaina e do Tinguá, preservando montanhas, cachoeiras e demais paisagens notáveis.

A unidade de conservação tem papel fundamental na conservação de uma das principais fontes de abastecimento de água da população do sul do Estado do Rio, além de promover a proteção da fauna e flora nativa e propiciar a pesquisa científica.

Fonte: Assessoria Inea
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