Reduzir o volume de lixo é a solução

Reduzir o volume de lixo é a solução

O volume do lixo da sua casa diz muito sobre você, o desperdício zero e os 5 Rs, que significa: Repensar, Recusar, Reduzir e Reciclar; precisam estar na nossa rotina. É fácil? Não mesmo, mas se cada cidadão fizer um pouco, esse pouco vira muito e pode transformar nosso meio ambiente.

De acordo com alguns dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente, mostram a importância de algumas ações. Você sabe a quantidade de resto de comida que vai para o lixo? Quando a mãe da gente falava: é para limpar o prato! Sem querer ela pensava tambémna questão ambiental. Isso porque 44% do descarte mundial é de origem orgânica. Só no Brasil são 800 milhões de toneladas por ano. A boa notícia é que tudo que vem da terra, o planeta dá conta.

Para transformar esses números num saldo positivo e evitar que esse material siga para os aterros sanitários, basta que que as pessoas pratiquem a compostagem doméstica e que os governos disponibilizem sistemas de gestão de descarte municipal e estadual, para as maiores quantidades vindas dos centros urbanos e principalmente, dos estabelecimentos que trabalham com comida. Há solução para 50% do lixo mundial.

Reciclados

Os outros 66% do lixo mundial se dividem entre recicláveis e rejeito. No Brasil são 172 mil TONELADAS de resíduos sólidos urbanos todos os dias, isso equivale a dois e meio estádios Maracanã cheios de lixo do chão ao topo. A boa notícia é que todo material sintético, metais, papel e vidro podem ser reciclados. Basta que exista uma gestão própria para isso, com separação dos descartes, logística reversa, programas de reutilização e de reciclagem.

O setor da reciclagem vem se transformando ano a ano, desde ferro até sucata automotiva, tudo que há mais de 20 anos iria parar diretamente no lixo, hoje gera emprego e renda, movimentando milhões de reais todos os anos. Muitas indústrias já utilizam de materiais reciclados para a produção de novas peças, no Brasil ainda falta política de beneficiamento para alguns produtos, mas se houver mais investimentos públicos e privados, essa realidade pode ser diferente.

Descarte rejeito

O rejeito é aquele que não tem jeito. Ele acontece quando o planeta não tem capacidade de biodegradar e quando não há possibilidade nem de reutilização e nem de reciclagem. Só que ainda existem muitas coisas que são considerados rejeitos, mas na verdade podem ser reaproveitados. É preciso encontrar oportunidades nesses negócios.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

O que fazemos com nosso lixo?

O que fazemos com nosso lixo?

Normalmente o caminhão do lixo para duas ou três vezes por semana recolhendo os resíduos dos bairros, algumas cidades com gestores mais focados na redução de resíduos oferecem a coleta seletiva, mas infelizmente, a maioria ainda coleta tudo junto e pouca coisa é aproveitada na reciclada. Os catadores, grandes formigas ambientais, fazem o que podem para selecionar os materiais que vão para reciclagem, o trabalho representa para eles o sustento do dia a dia. Claro que poderia ser mais, se houve consciência e apoio de quem tem poder.

Aposta que na sua cidade em algum momento aconteceu greve dos catadores dos caminhões contratados? Eles sempre na briga por direitos importantes e nós, nos damos conta do grandioso trabalho deles quando a coleta não passa. Um lixo incomoda né, imagina só toneladas e toneladas expostas a céu aberto em grandes lixões, mesmo com as rigorosas leis atuais, ainda assim, alguns municípios no Brasil sofrem com esse crime ambiental.

O destino dos nossos descartes são principalmente os aterros sanitários e lixões. O primeiro é considerado descarte correto e o segundo descarte impróprio, a ponto de haver leis que proíbem a existência de lixões a céu aberto. Já parou para pensar o que é realmente correto e errado? Pensou que poderia reduzir o volume do seu lixo em casa? Aterros sanitários recebem tratamento de solo ou não, um aterro sanitário consiste basicamente em enterrar lixo. Um empreendimento bem caro e que tem uma vida útil curta. Então porque eles enterram o que deveria ir para reciclagem?

Ainda há um outro destino para o lixo, os oceanos. Tudo que não é enterrado, tem potencial de sair voando por aí, fora o que é descartado propositadamente nos rios e mares. Agora que temos internet em qualquer celular, estamos filmando o lixo boiar e ser ingerido por animais.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente sobre lixo são as seguintes informações, importantes para classificarmos e entendermos o nosso real papel nessa sociedade.

Lixo doméstico

Também chamado de lixo domiciliar. É oficialmente chamado de resíduo sólido urbano e tem classificações específicas. Dentro dessa nomenclatura existe a subdivisão de resíduo seco ou recicláveis e rejeito. Considero essa subdivisão equivocada. Ela só acontece, pois, a gestão de descarte urbano do Brasil é limitada. De acordo com o relatório da SNIS 2018 (Sistema nacional de Informações sobre Saneamento) apenas 1.322 municípios do Brasil têm alguma iniciativa de coleta seletiva. O certo seria descarte orgânico, descarte reciclável, descarte eletrônico e rejeito.

Lixo especial

Pode ser entulho de obra, pilhas e baterias, embalagens de venenos, latas de tinta etc. São materiais que contêm muitos químicos dentro e precisam ou deveriam receber tratamento específico. Esse descarte é tão especial, que ninguém quer lidar. Algumas prefeituras recolhem com horário agendado, mas o destino acaba sendo o mesmo de todo o resto.

Lixo industrial

São aqueles descartes derivados da indústria e de seus respectivos setores. Por exemplo, se for uma indústria automobilística, seriam os pneus e componentes dos carros, se for indústria metalúrgica, aquilo que sobra da produção das fábricas etc. São (ou deveriam ser) encaminhados para incineração ou para aterros específicos com dupla camada de isolamento do solo.

Lixo agrícola

Descarte proveniente da pecuária e da agricultura como sacas de fertilizante e agrotóxicos, estrume animal, carcaças de animais, sobras de colheita ou poda.

Lixo espacial

Desde sacola com cocô de astronautas, pedaços de espaçonaves, até satélites quebrados. São cerca de 530.000 pedaços de lixo rondando a Terra, fora os não rastreáveis. Em 2009 um satélite russo inativo colidiu com um satélite ativo dos EUA, foi quando a NASA resolveu criar um sistema de cálculo de probabilidade de colisão. E olha que beleza, essa porcaria toda pode cair em nossas cabeças.

Lixo hospitalar

Desde luvas, seringas, até bolsas de transfusão de sangue. Tudo de descarte que é gerado em hospitais, clínicas, ambulâncias, veterinários e também remédios da nossa casa. São subdivididos em diversas categorias e de acordo com elas, são encaminhados para incineradores ou aterro sanitário.

Lixo nuclear

Já tivemos acidentes no Brasil com resíduo nuclear. Um deles aconteceu em Goiânia em 1987, onde apenas 19g de cloreto de césio contaminaram 400 pessoas. Se trata de lixo radioativo, de componentes altamente perigosos, presentes em aparelhos hospitalares ou da indústria nuclear, entre outros.

Reciclagem de latinhas gera exemplo

Reciclagem de latinhas gera exemplo

“O Brasil segue na liderança mundial quando o assunto é reciclagem de latinhas de alumínio, uma economia de matéria prima e milhares de empregos gerados”

No ramo da reciclagem tem até aquela brincadeira: é só jogar uma latinha para o alto, que alguém está lá pra pegar, sem antes cair no chão. Parece um exagero, mas esse ciclo de reciclagem em relação as latinhas de alumínio vêm ficando a cada ano mais rápido, graças a uma rede importante de empresas que compram, mas principalmente dos catadores de rua, que estão sempre em todos os lugares em busca das latinhas.

A última pesquisa se refere ao ano de 2019, quando mais uma vez o Brasil se destacou na liderança da reciclagem de latinhas, o índice é de 97,6%, ou seja, a cada 100 latinhas geradas, 97 são recicladas no Brasil, no resto do mundo essa marca fica em torno de 70%. A gente está falando de um metal, então sua compra e venda gera milhares de empregos no setor. Desde o catador até as grandes indústrias que compram.

O que chama atenção no processo de reciclagem da latinha é que tudo é muito rápido, em menos de 30 dias a latinha pode ser comprada, usada, reciclada e voltar ao supermercado. Outro dado positivo é que 95% menos gases de efeito estufa são emitidos no processo de reciclagem e tem mais, o alumínio pode ser reciclado infinitamente.

O alumínio é encontrado no minério bauxita como matéria prima, em uma concentração de 15 a 25%. Estima-se que as atuais reservas de bauxita sustentem mais de 100 anos de extração, se mantidos os ritmos atuais. O minério passa por processos de beneficiamento, como refinação, extrusão e laminação. Após todo esse processo, as impurezas da bauxita são eliminadas e o alumínio é fornecido para a indústria em forma de lâminas, que variam de 60 mm a 2 mm. Podendo ser trabalhados até atingirem espessura de 0,006 mm, mantendo suas propriedades físicas.
A movimentação financeira da reciclagem tem sido fundamental para algumas regiões, principalmente neste momento de pandemia, atividade gera emprego e renda para os catadores de materiais recicláveis, além de estimular o crescimento da consciência da sociedade sobre a importância da reciclagem e da conservação dos recursos naturais. Somente na etapa da coleta da latinha, R$ 1,6 milhão foram injetados diretamente na economia brasileira em 2018. O montante corresponde a 1,8 milhão de salários mínimos ou a remuneração de um salário mínimo por mês para a população de uma cidade com cerca de 150 mil habitantes.

“O Brasil é exemplo para o mundo. Desde 2004, o nosso índice de reciclagem de latas permanece acima de 90%, o que significa que a cadeia da reciclagem tem acompanhado o crescimento do consumo, o que não é trivial”, lembra Milton Rego, presidente-executivo da ABAL.


Fonte: Eco Repense