Descarte de eletrônicos é fundamental para fazer a economia circular

Descarte de eletrônicos é fundamental para fazer a economia circular

Onde destino meus equipamentos eletrônicos que não funcionam mais? Essa pergunta martela a cabeça da gente quando o celular dá defeito, o computador não tem mais jeito, ou mesmo, o ventilador não liga mais. Infelizmente a reciclagem desse tipo de material não é suficiente para redução de impactos ambientais, não só em países como o Brasil, mas também os de tecnologia mais avançada.

Uma matéria recente divulgada pela BBC Future Planet, mostrou que o mundo produziu cerca de 45 milhões de toneladas de lixo eletrônico em 2016, quando consumidores e empresas jogaram fora smartphones, computadores e eletrodomésticos avaliados em US$ 62,5 bilhões. E apenas 20% de todo esse equipamento é reciclado de maneira adequada.

Os pesquisadores estimam que na Europa a situação é ainda mais grave, algo entre 12% e 15% dos telefones celulares são reciclados de forma apropriada, apesar de cerca de 90% da população possuir um. A previsão é de que o lixo eletrônico, que muitas vezes é enviado ilegalmente do Ocidente para enormes aterros tóxicos em países como Filipinas, Gana, Nigéria e China, deve chegar a mais de 52 milhões de toneladas até o fim de 2021 — e dobrar de volume até 2050, se tornando o tipo de lixo doméstico que mais cresce no mundo.

Os impactos ambientais em todo esse ciclo de falta de consciência ambiental são desastrosos, vai desde emissões gigantescas de carbono à contaminação de fontes de água e de cadeias de abastecimento de alimentos.Uma análise do Escritório Europeu de Meio Ambiente (EEB, na sigla em inglês), uma rede de organizações ambientais na Europa, concluiu que estender a vida útil de todas as máquinas de lavar, laptops, aspiradores de pó e smartphones na União Europeia em um ano economizaria quatro milhões de toneladas de dióxido de carbono anualmente até 2030, o equivalente a tirar dois milhões de carros de circulação das estradas todos os anos.

Onde descartar seu lixo em Campos dos Goytacazes?

A empresa Caparaó Reciclagem atua no ramo desde 2014, coleta materiais nas regiões Norte e Noroeste do Rio de Janeiro, mas também em alguns municípios do Espírito Santo. Ela fica situada na Avenida Sílvio Bastos Tavares, 114, Parque Leopoldina, Campos dos Goytacazes, RJ. Mais informações nos telefones (22) 99900 4242 ou (22) 99945 2060. Encontre a empresa no email caparaoreciclagem@gmail.com

Fonte: BBC FUTURE PLANET

Reciclagem de lixo eletrônico ainda está longe de ser ideal

reciclagem de Lixo eletrônico

Reciclagem de lixo eletrônico ainda está longe de ser ideal

“Empresas não seguem a risca sobre a lei do descarte, além disso, a consciência ambiental da população esbarra em coletas seletivas que não funcionam e o poder público não é eficiente”.

O celular da moda é o que vende mais, o mesmo acontece com o computador, tablete, os eletrodomésticos e tudo que é novo, o antigo vai ficando no canto da casa, da sala e ocupando mais lugar repleto de poeira. O destino correto para os equipamentos eletrônicos ainda é uma realidade longe demais no Brasil, resultado de governos que não seguem a risca a lei do descarte correto, que não incentiva empresas a fazerem esse tipo de trabalho, além disso, uma população que não consegue se conectar com os hábitos da reciclagem.

Segundo o relatório realizado em 2019 pela International Solid Waste Association (ISWA), o mundo gerou impressionantes 53,6 Megatoneladas de lixo eletrônico, conhecidos como e-lixo, o que dá uma média de 7,3 kg per capita. O mais agravante é que desse total (53,6 Megatoneladas) somente 17,4 % foi devidamente coletado e reciclado (9,3 Megatoneladas).

“No Brasil, a situação é ainda mais grave. Segundo o relatório da ISWA, em 2019, o Brasil produziu cerca 2.142 kilotoneladas de e-lixo, equivalendo a 10,2 kg per capita. Ainda segundo o relatório, de acordo com dados de 2012, somente 0,14 kilotoneladas de e-lixo foram coletados e reciclados no país. Infelizmente, na região Norte Fluminense a situação não é diferente do restante do país”, afirma Luiz Fernando Rosa Mendes, prof. do Instituto Federal Fluminense. Ele que é Tecnológico em Sistemas Elétricos (CEFET-Campos), Mestre em Engenharia de Produção (UCAM-Campos) e Doutor em Ciências Naturais (UENF).

Luiz Fernando Rosa Mendes, prof. do Instituto Federal Fluminense
Luiz Fernando Rosa Mendes, prof. do Instituto Federal Fluminense

O que poderia amenizar um pouco essa situação seriam coletas seletivas eficientes, cooperativas de catadores até vão em busca de materiais, mas muitas vezes não encontram, muitos resíduos, acabam sendo enterrados em aterros sanitários, que já estão sobrecarregados com o restante do lixo urbano.

 


“O e-lixo é basicamente um conjunto de equipamentos eletroeletrônicos como celulares, computadores, tablets, impressoras, TVs, fornos microondas, entre outros. Eles têm componentes auxiliares como placas de circuito impresso, pilhas, baterias, cabos elétricos, conectores, que não servem para o usuário e são descartados. Esses equipamentos são compostos por diversos elementos de difícil degradação, isto é, levam centenas de anos para se decompor, como por exemplo, o plástico que recobre a maioria desses equipamentos. Com isso, o acúmulo desse e-lixo sobrecarrega o aterro”, acrescenta o professor.

E se não tem descarte correto, se faltam incentivos e informação, a natureza infelizmente recebe a carga desses materiais de qualquer forma. De acordo com o professor Luiz Fernando Rosa Mendes, nesse conjunto de e-lixos são encontrados diversos elementos e substâncias químicas altamente tóxicas, como pilhas e baterias. “As substâncias nelas contidas como o zinco, o chumbo e o manganês são metais e quando descartados de maneira incorreta no lixo chegam aos aterros sanitários e podem contaminar o solo e o lençol freático. Se estes metais forem parar na água e entrarem na cadeia alimentar, certamente causarão sérios problemas à saúde”, acrescenta o professor.

reciclagem de Lixo eletrônico

Países mais desenvolvidos já fazem as chamadas “mineração urbana” há algumas décadas, baseado em leis e mesmo na cultura da população que recebe com mais facilidade a questão da reciclagem. “Diferentemente do Japão, no Brasil as políticas e regulamentos são recentes. O que temos há mais tempo é a Lei nº 12.305/10 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que na Seção II trata da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, isto é, desde os fabricantes, passando pelos importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, que juntos são responsáveis pelo descarte adequado do resíduo. Somente nos incisos II, V e VI do artigo 33 são mencionados alguns resíduos contidos no e-lixo, a saber: pilhas e baterias; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; e produtos eletroeletrônicos e seus componentes”, afirma Fernando.

O caminho a ser percorrido ainda é longo demais, em países como o Brasil, as lei demoraram mais tempo para entrar em prática, um exemplo é o decreto nº 10.240, de 12 de fevereiro de 2020, que estabeleceu normas para a implementação de sistema de logística reversa obrigatória de produtos eletroeletrônicos de uso doméstico e seus componentes. “Desta forma, esse decreto precisa ter mais visibilidade, comprometimento e fiscalização para que tanto o poder público, quanto cidadãos e empresas possam cumprir tais exigências”, finaliza o professor.

👍 Saiba mais:

O professor Luiz Fernando Rosa Mendes, mantém um site onde compartilha muitos conhecimentos acadêmicos, dicas e experiências.

Acessem 👉 https://sites.google.com/view/prof-luizfernando

Lixo Eletrônico: Recicle o máximo que puder

Lixo eletrônico: Recicle o máximo que puder

O lixo eletrônico está sendo descartado de forma inadequada, muitas vezes falta informação dos moradores, mas na grande maioria é a consciência que ainda não despertou sobre a importância de cada um fazer a sua parte, para o mundo mais organizado. No Dia Mundial do Meio Ambiente, precisamos nos questionar: o que tenho feito pela reciclagem? Posso ser exemplo?

Se olharmos os dados de produção de resíduo nas cidades, daqui há algumas décadas, sem o reaproveitamento adequado, montanhas de lixo vão se formar, solos ficaram contaminados e os mananciais também. Uma herança cruel que será deixada para as próximas gerações.

Estima-se que, ao todo, cerca de 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são gerados no mundo todo ano. Entre os emergentes, o Brasil se destaca como o que mais produz esse tipo de lixo.

Por ano, o Brasil descarta mais de 100 mil toneladas métricas de computadores e notebooks, quase 3 mil toneladas de smartphones e celulares. Lixo eletrônico que não acaba por aí, tendo destaque ainda para microondas e impressoras.

lixo eletrônico

Recicle:

Deixe seu resíduo eletrônico na Caparaó Reciclagem
Avenida Dr. Silvo Bastos Tavares, 114, ás margens da BR 101
Campos- RJ