Associação denuncia perseguição ao servidor do IBAMA no caso das 18 girafas importadas da África do Sul

Associação denuncia perseguição ao servidor do IBAMA no caso das 18 girafas importadas da África do Sul

Mudança de cargo foi determinada por militar indicado por Bolsonaro; servidores veem desmonte da fiscalização

A Associação Nacional dos Servidores Ambientais (Ascema Nacional) divulgou uma nota, nessa semana, informando que tomou conhecimento de que o servidor Roberto Cabral Borges foi removido da Coordenação de Operações de Fiscalização (COFIS) para a Coordenação de Controle e Logística da Fiscalização (CONOF).

“Tal remoção ocorreu à revelia do servidor. A alteração de lotação do servidor ocorreu após o mesmo ter sido um dos responsáveis pela elaboração de parecer técnico apontando graves falhas na vistoria realizada no RioZoo, e conduzir investigação sobre maus tratos das 18 girafas que foram importadas para o Brasil da África do Sul. O caso exige apuração estritamente técnica, sem qualquer tipo de interferência que venha a prejudicar o bem-estar dos animais”, comunicou a Associação.

O servidor é integrante do Grupo Especial de Fiscalização (GEF) e, segundo a Ascema, possui vasta experiência na condução de operações de fiscalização, atestada pelo seu histórico profissional e pela sua formação complementar.

A Associação lembra que alteração de lotação e remoções, apesar de poderem ocorrer dentro da discricionariedade da administração pública, “não podem ser utilizadas como forma de punir ou dificultar o trabalho do poder público no trato de questões ambientais. A alteração da lotação de servidores pode se desdobrar em atos de improbidade administrativa.

Em nota ao site Brasil de Fato, a assessoria de imprensa do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente informou que “as Diretorias possuem poder discricionário para fazer a realocação de servidores dentro das próprias áreas, com base na necessidade de cada setor”.

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Girafas morreram após fuga

A importação das girafas custou R$ 6 milhões e foi autorizada pelo próprio Ibama. Em dezembro, veterinários levaram os animais para um banho de sol. Parte delas fugiu derrubando as cercas de madeira e três foram encontradas mortas após a fuga.

Um laudo elaborado por veterinários contratados pelo próprio Zoológico aponta que as girafas sofreram escoriações, hematomas, choque circulatório e enfisema pulmonar. A conclusão é que a causa da morte foi por miopatia, doença que afeta e paralisa os músculos, inclusive o coração.

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Projeto “Óleo Legal” ampliado em SFI

Projeto “Óleo Legal” ampliado em SFI

Além da conscientização ambiental, pessoa que fizer o descarte correto recebe detergente em troca

Com o objetivo de expandir o projeto “Óleo Legal”, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Francisco de Itabapoana (SFI), no Norte Fluminense, disponibilizou dois coletores na área central: a sede da Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH) e a Escola Irmãos em Cristo.

“Assim, nós conseguiremos facilitar o acesso da população ao descarte correto e sustentável do óleo de cozinha. É significativo lembrar que a cada dois litros de material recebido, o morador recebe um vidro de detergente”, afirmou a secretária municipal de Meio Ambiente, Luciana Soffiati. Ela lembrou que o óleo deve estar armazenado em garrafa pet, sem adição de água ou restos alimentares.

Todo o material recebido é encaminhado para uma empresa especializada para o tratamento do resíduo, evitando a contaminação do solo e da água.

Conforme levantamento da Sema, de janeiro até esta terça-feira (17), 1.521 litros de óleos foram coletados. Segundo o órgão, novos locais estratégicos para disponibilização de coletores estão sendo analisados.

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Economia verde é responsável por 22% da carteira de crédito dos bancos

Economia verde é responsável por 22% da carteira de crédito dos bancos

Bancos participam de congresso sobre mercado de carbono no Brasil

Os desafios e as oportunidades na implementação da economia verde no Brasil nortearam os painéis da tarde deste primeiro dia do Congresso Mercado Global de Carbono – Descarbonização & Investimentos Verdes.

No painel sobre o setor financeiro e o fomento a projetos e ativos ambientais, moderada pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Gustavo Montezano, os participantes lembraram dos diferenciais do Brasil em relação a outros países quando se fala em sustentabilidade.

A presidente do banco UBS, Sylvia Coutinho, ressaltou que “a energia brasileira é a mais limpa do planeta” e chamou a atenção para a “precificação” desse diferencial. Segundo ela, é possível agregar essa energia ao produto brasileiro a um preço muito baixo. “Lá fora a questão toda é reflorestamento, aqui é manutenção”, disse o presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro.

O presidente do Banco do Brasil lembrou que agricultores brasileiros são peças-chave na preservação ambiental e que, por isso, precisam ter uma espécie de incentivo ou compensação.

Para isso, o banco criou a CPR-Preservação, modalidade de crédito em que o produtor monetiza a área preservada em sua propriedade. Por exemplo: se ele precisa preservar 20% da propriedade, mas o faz em 30%, ele pode monetizar os 10% extras que está preservando.

Tanto Ribeiro quanto o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, chamaram atenção para a necessidade de incentivar os investidores a participar desses projetos.
Atualmente cerca de 22% da carteira de crédito dos bancos se destina a segmentos da economia verde, o que totaliza cerca de R$ 400 bilhões.

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Saneamento

No painel sobre saneamento, a diretora do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Martha Seillier destacou o verdadeiro salto que o Brasil deu no que se refere a investimentos no setor graças ao Marco do Saneamento.

Segundo ela – que já foi secretária especial do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) do governo federal – houve uma resistência inicial às mudanças, pois era um setor essencialmente público. Mas, com alterações da legislação, o setor passou a receber investimentos que chegam a oito vezes o valor aplicado anteriormente. “Os leilões têm tido cada vez mais interessados”, destacou Seillier.

Fonte: Agência Brasil

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Mangais no estuário do rio das Pérolas

Arthur Soffiati

Arthur Soffiati

- Historiador com doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, colaborador com a imprensa e autor de 26 livros.

Mangais no estuário do rio das Pérolas

Diariamente, leio o jornal “Macau Hoje”, publicado no antigo domínio português na China, uma pequena colônia na foz do rio das Pérolas, na margem oposta em que ergueu-se Hong-Kong. Ela foi devolvida à República da China Popular em 1999, que lhe conferiu o status de Região Administrativa Especial. Macau é a Las Vegas do oriente. Em plena China, com um regime político de partido único, onde não existe a liberdade como conhecida no ocidente, Macau vive do jogo de azar. Ele é a maior fonte de renda da RAEM (Região Administrativa Especial de Macau). Macau sofreu maciça invasão pacífica de chineses depois de voltar a pertencer totalmente à China. “Macau Hoje” resiste como jornal em língua portuguesa em meio a chineses. Os jornais de Goa, a capital portuguesa do Índico em tempos idos, não são mais publicados em português depois de sua reintegração à Índia em 1961. Recentemente, um jornal goês voltou a publicar artigo dominical em português. E as marcas de Portugal são ainda fortes na arquitetura principalmente. Mas tendem a ser engolidas, mesmo com todas as iniciativas de proteção por parte da Unesco. Na culinária, as marcas também são acentuadas.

Mapa de Macau na foz do rio das Pérolas

Em edição recente do jornal, foi estampada uma reportagem intitulada “Águas mais calmas”, assinada por Andreia Sofia Silva. Consultei também (pela primeira vez) a “Revista Macau”, órgão chinês de divulgação com edição em português. No mesmo dia, foi publicada nela reportagem sobre os manguezais de Macau com o título de “Mangais, uma riqueza escondida de Macau”, redigida por Paulo Barbosa. Em português, o ecossistema é conhecida como mangue, mangal, manguezal. Em espanhol é manglar. Em francês e inglês, é mangrove, apenas com pronuncia diferente.

Macau à noite

As duas reportagens referem-se a estudos que a Universidade de São José está conduzindo sobre os mangais de Macau. A matéria informa que mangal é um “ecossistema que existe em Macau”, como se ele fosse bastante desconhecido da população. O mangue, de fato, é um ambiente que comumente não interessa às pessoas pelo seu aspecto. À primeira vista, sua feição lamacenta passa a impressão de lugar fétido e infecto. Pois é exatamente o contrário. A equipe da Universidade, sob a direção de Karen Tagulao e Cristina Calheiros, tenta mostrar o que talvez se busque em todo o mundo tropical: o mangue desempenha papel ecológico de suma importância. Ele protege a zona costeira da erosão e dos fortes ventos, no oriente conhecidos como tufões. “Os mangais não ajudam apenas a limpar a água mas também acumulam dióxido de carbono. São muito importantes na mitigação das alterações climáticas. No ano passado o projeto continuou a desenvolver-se e agora o nosso foco é analisar como os mangais podem reduzir o impacto das ondas em caso de tempestade, por exemplo durante os tufões”, explica Tangulo. É estranho que se faça esse estudo pela primeira vez em Macau. As duas autoras defendem a importância de reflorestar a costa de Macau com mangais, mostrando que é mais econômico valer-se de bosques de mangue que de paredões para conter ressacas e ventos.

População do mangue Acanthus ilicifolius em meio à cidade de Macau

As mudanças climáticas estão ajudando a valorizar-se o que antes era desprezado. Ventos e ondas estão se tornando mais frequentes e mais intensos. Um paredão não é resiliente como um manguezal. Se destruído por tufão ou ressaca, um paredão não se recupera sozinho. O manguezal sim. Ele é vivo. As autoras mencionam também a capacidade que o mangal tem de depurar as águas poluídas por nitrogênio e fósforo, dois grandes componentes da crise ambiental da atualidade muito pouco conhecidos. “… a concentração de nutrientes na água é menor em áreas com mangais em comparação com áreas sem manguezais”, explicam as pesquisadoras.

População de samambaia-do-brejo em Macau

O projeto da Universidade de São José começou em 2010. A partir de 2012, passou a envolver escolas naquilo que, por aqui, conhecemos como educação ambiental. Segundo elas, há duas zonas de mangais em Macau: a maior fica na reserva ecológica do Cotai, que faz fronteira com a Ilha da Montanha e é gerida pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental. O outro mangal cresceu junto ao complexo residencial Jardins do Oceano e está sendo replantado pelo Instituto para os Assuntos Municipais. Anteriormente, o mangal estendia-se pela costa da Taipa, na zona onde estão as Casas-Museu, mas o desenvolvimento do grande aterro de Cotai levou ao deslocamento dessa zona, dado que os mangais necessitam de água fresca. Karen Tagulao considera que os dois departamentos públicos gerentes das zonas de mangais estão fazendo um bom trabalho de conservação.

Avicennia marina

Apela-se para que o mangal de Cotai seja preservado. A palavra Cotai deriva das inicias de Coloane (Co) e de Taipa (Tai). Seu nome oficial é “Zona do Aterro de COTAI”. Trata-se de um aterro ligando as ilhas de Coloane e Taipa, que, a rigor, não são mais ilhas. A nova extensão de terra é muito construída. Por aí, já se pode avaliar a dificuldade de reflorestar a costa de Macau com plantas de mangue. Karem Tangulo não tem dúvidas do interesse do governo em proteger os mangais. Cientistas têm um lado político. Publicamente, fingem acreditar nas autoridades governamentais e nos empresários até como forma de sensibilizá-los para a proteção. Ela ressalta a importância de reflorestar a costa da cidade. Neste caso, é preciso encontrar terreno para tanto. Ela observa também que a área de mangais tem se mantido estável nos últimos dez anos, mas Cotai está se expandindo. É o velho conflito entre economia de mercado e proteção de ambientes naturais.

Kandelia obovata em Macau

Em 2016, publiquei um artigo na revista Cidade de Cabo Frio sobre os manguezais do estuário do rio das Pérolas nas adjacências de Macau. Nada de mangais de Macau. As espécies de manguezais são mais antigas que a humanidade. Elas não existem para ornar ou atrapalhar nossa vida. Nós é que temos atrapalhado a vida das demais espécies vegetais e animais da Terra. Busquei artigos em língua estrangeira. Encontrei poucos. Mesmo assim, fiz um levantamento das espécies típicas de manguezal no estuário do rio sem nunca tê-lo visitado. Surpreendi-me por encontrar as mesmas espécies que a equipe de pesquisa da Universidade de São José encontrou em trabalho de campo.

Sonneratia apetala

São elas Avicennia marina do gênero Avicennia, bem representado no Brasil por duas espécies. A Avicennia marina é extremamente resistente. Sobreviveu ao petróleo lançado como arma de guerra por Saddan Houssein na Guerra do Golfo, em 1991. Outra é a samambaia-do-brejo (Acrostichum aureum), que não é uma espécie exclusiva de mangal. Na verdade, ela é uma planta bastante oportunista que cresce em área onde o manguezal foi cortado, impedindo por sombreamento que as espécies exclusivas de mangue retornem. A espécie ocorre largamente no Brasil e é a que mais nos une aos mangais do estuário do rio das Pérolas.

Aegiceras corniculatum

A Sonneratia apetala é uma espécie arbórea típica de mangue encontrada na parte oriental do planeta. Muito comum nos manguezais da Índia e Bangladesh. Kandelia obovata integra o gênero Rhizophora, com duas ou três espécies na costa atlântica da América. É fantástico saber que parentes dela estão entre nós sem que os trouxéssemos, como são os casos da banana, da jaca e do coco, pelo menos, transportadas pelos europeus da Ásia para a América. É notável saber que ela está no oriente por conta própria, não como o caju, a batata ou o abacaxi, levados pelos europeus da América para outras partes do mundo. Aegiceras corniculatum tem sua distribuição nas zonas costeiras e estuários que vão desde a Índia ao sul da China, Nova Guiné e Austrália. Tem porte arbustivo, alcançando até 7 metros de altura. Acanthus ilicifolius, comumente conhecido como acanto com folhas de azevinho, azevinho do mar e mangue sagrado, é uma espécie herbácea podendo alcançar porte arbóreo. É nativa da Austrália, Australásia e sudeste da Ásia. Tem propriedades medicinais.

Acanthus ilicifolius

Já as espécies animais encontradas pela pesquisa da Universidade de São José não parecem ser, na maioria delas, típicas de mangais. Boleophthalmus pectinirostris é um peixe com hábito anfíbio que não vive no mangue com exclusividade. Periophthalmus modestus idem. É conhecido como peixe-lúpulo ou peixe-saltador. Não se limita ao mangue. Uca chlorophthalmus crassipes é um pequeno caranguejo, sendo os machos possuidores de uma das pinças bem maior que a outra. Costumam viver em mangais e na zona entre marés, em praias arenosas protegidas, em baías e em estuários. Parece ser uma espécie mais fixa de manguezais, mas não exclusiva. Vespa bicolor pode frequentar os mangais, mas não é exclusiva dele. Ellobium chinensis é um caramujo que deve frequentar os mangais. Cassidula plecotrematoides também é um caramujo. Clithon faba é um caramujinho.

Uca chlorophthalmus crassipes
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Programa Cidades+Verdes revitaliza Parque Natural Municipal do Mico-Leão-Dourado, em Cabo Frio

Programa Cidades+Verdes revitaliza Parque Natural Municipal do Mico-Leão-Dourado, em Cabo Frio

Inauguração de estufa, plantio de mudas e recuperação do pórtico são algumas das ações realizadas pelo Ministério do Meio Ambiente

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com o Instituto EcoVida, e com o apoio da Prefeitura de Municipal de Cabo Frio, realizou, na terça-feira (17), a inauguração do viveiro de produção de mudas para a revitalização do Parque Natural Municipal do Mico-Leão-Dourado, localizado em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Na ocasião, também foi feito o plantio de 200 árvores e a entrega do novo pórtico de entrada do parque. Ao todo serão plantadas 10.000 mudas de espécies nativas da mata atlântica.
Estas ações, que integram o Programa Cidades+Verdes, são resultantes do termo de fomento firmado entre o MMA e o EcoVida, visando ampliar e recuperar essa importante área verde urbana, integrando as funções ecológicas e ecossistêmicas aos aspectos urbanísticos e sociais. O convênio também prevê o cercamento de um perímetro de 3.000 metros do parque e a realização de ações de educação ambiental em escolas do distrito de Tamoios, onde se localiza o Parque.

O evento contou com a participação do Secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, André França, do Prefeito Municipal de Cabo Frio, José Bonifácio Ferreira Novellino, da Secretária de Meio Ambiente e Saneamento do Município, Sra. Dhanyelle Garcia, do Subsecretário de Conservação da Biodiversidade e Mudança do Clima, Flavio Francisco Gonçalves, e do Coordenador da Secretaria Estadual de Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro,Emiliano de Ângelis Reis.

O Parque Natural Municipal do Mico-Leão-Dourado possui uma área total de 700 hectares e é o habitat natural do mico-leão-dourado, espécie emblemática da fauna brasileira.

Em consonância com os objetivos do Programa Cidades+Verdes, a revitalização do Parque Natural Municipal do Mico-Leão-Dourado contribui para a melhoria da qualidade de vida na região, a partir da ampliação da arborização, do incremento de seus aspectos paisagísticos, do maior fluxo de espécies da fauna e da flora, da melhoria da qualidade do ar, da redução da poluição sonora e do estímulo à prática de atividades físicas.

“Realizamos por meio do Programa Cidades+Verdes a revitalização dessa importante área verde urbana que é o Parque Municipal do Mico Leão Dourado. Mais do que inaugurar um viveiro para a produção de 10.000 mudas, reforma do pórtico e ações de cercamento, entregamos hoje mais um espaço que contribui para a melhoria do bem-estar e da qualidade de vida das pessoas!”, ressaltou o secretário de Qualidade Ambiental do MMA, André França.

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Cidades+Verdes:

O Programa Cidades+Verdes, lançado pelo MMA em 2020 e executado em parceria com estados, municípios, organizações da sociedade civil e setor empresarial, tem como objetivo principal a criação, ampliação, recuperação e integração de áreas verdes urbanas. Além disso, busca aprimorar a gestão ambiental urbana por meio de ferramentas de mapeamento e monitoramento das áreas verdes urbanas; estabelecer diretrizes, indicadores, categorias e tipologias para o planejamento, implantação e monitoramento das áreas verdes urbanas; e valorizar a prestação de serviços ecossistêmicos pelas áreas verdes urbanas.

Saiba mais sobre o Programa Cidades +Verdes

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Comunidade Tijuca recebe oficina do Plano de Educação Ambiental

Comunidade Tijuca recebe oficina do Plano de Educação Ambiental

Equipes da Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim visitarão outras localidades

A Prefeitura de Cachoeiro segue na realização das oficinas comunitárias para a elaboração do Plano Municipal de Educação Ambiental. Nesta quarta-feira (18), os moradores das comunidades de Tijuca, Safra, União e Fazenda Retiro participarão da ação.

A atividade, que será realizada na Comunidade Nossa Senhora dos Milagres, Tijuca, a partir das 14h, é articulada pelo Órgão Gestor da Política Municipal de Educação Ambiental, que é composto por representantes das secretarias municipais de Educação (Seme) e Meio Ambiente (Semma).

Entre os assuntos que serão abordados estão: recursos naturais; saneamento e resíduos; proteção e bem-estar animal; controle ambiental; cidadania e comunidade e gestão ambiental no campo.

Os participantes serão divididos em grupos, para que sejam colhidas informações sobre as potencialidades da região e o que precisa melhorar em suas localidades.

Essa será a quarta oficina comunitária do processo de elaboração do plano. Outras três foram feitas no distrito de Pacotuba (para moradores de Burarama, Monte Alegre, Coutinho, Banca de Areia, Pacotuba e região), no bairro Coronel Borges (abrangendo, também, moradores de Gruta, Itabira, Urtiga, São Luiz Gonzaga e Poço Dantas) e Itaoca (com a participação de representantes de São Vicente, Itaoca, Gironda e Soturno).

O Órgão Gestor da Política Municipal de Educação Ambiental ainda vai promover duas audiências públicas relativas ao plano. A primeira está prevista para setembro deste ano. Já a segunda acontecerá em março de 2023. A implementação do PlanEA-CI foi designada pela lei municipal 7.744/2019 e regulamentada pelo decreto 29.579.

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Cronograma das oficinas

Distritos
18 de maio (quarta-feira)
– Tijuca, Safra, União e Fazenda Retiro. Local: Comunidade Nossa Senhora dos Milagres, Tijuca. Horário: 14h.

25 de maio (quarta-feira)
– Córrego dos Monos, Moitão, São Joaquim, Santa Fé e São Brás. Local: Centro de Referência, Pesquisa e Capacitação do Professor de Educação Básica – Dr. Dirceu Cardoso, em Cachoeiro de Itapemirim (CECAPEB). Horário: 14h.
Sede

8 de junho (quarta-feira)
– Aeroporto, Marbrasa, BNH, Caiçara, IBC, Santa Teresa, Alto Monte Cristo, Jardim Itapemirim, São Lucas, São Francisco, Parque Laranjeiras, Central Parque, Valão, Gilson Carone e Coramara. Local: Auditório da Paróquia Nossa Senhora da Penha, BNH. Horário: 9h.

10 de junho (sexta-feira)
– Zumbi. Campo Leopoldina, Recanto, Basileia, Nova Brasília, Otto Marins, Santo Antônio, Sumaré, Gilberto Machado, Amarelo, Paraíso, São Geraldo, Baiminas, Amaral, Arariguaba, Costa e Silva e Bela Vista. Local: Centro Universitário São Camilo, Paraíso. Horário: 9h.

22 de junho (quarta-feira)
– Maria Ortiz, Centro, Guandu, Ferroviários, Independência. Santa Cecília, Novo Parque, Alto Novo Parque, Village da Luz, Abelardo Machado, Santa Helena, Aquidaban, Nossa Senhora de Fátima, Fé e Raça, Rubem Braga, Ilha da Luz Vila Rica e Ibitiquar. Local: EEEFM Presidente Getúlio Vargas – Polivalente Aquidaban. Horário: 14h.

13 de julho (quarta-feira)
– Educação Formal – matutino. Local: EEEFM Presidente Getúlio Vargas – Polivalente Aquidaban. Horário: 9h
– Educação Formal – vespertino. Local: EEEFM Presidente Getúlio Vargas – Polivalente Aquidaban. Horário: 14h

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Primeiro Vem Passarinhar Caparaó acontece no sábado

Primeiro Vem Passarinhar Caparaó acontece no sábado

Encontro para observação de aves será no Parque Nacional com entrada por Pedra Menina

Os apaixonados pela observação de aves terão uma oportunidade daquelas de “encher os olhos” no Caparaó Capixaba. É a primeira edição do Vem Passarinhar na região, que acontece no próximo sábado (21), a partir das 7h, no Parque Nacional do Caparaó, com entrada pela Portaria de Pedra Menina. (Veja a programação abaixo).

De acordo com os organizadores, o evento é gratuito e promete atrair observadores não só do Espírito Santo. Outros encontros semelhantes já aconteceram no Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo.

“O evento é sem inscrição, basta apenas aparecer no dia. Trazer disposição, olhos e ouvidos atentos. Caso você tenha binóculos ou câmera fotográfica também será ótimo”, disse uma das coordenadoras do Vem Passarinhar, Tatiana Pongiluppi, que é guia de turismo de observação de aves.

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Trabalhando com ornitologia, pesquisa e conservação de aves há 16 anos, Tatiana se dedica também à educação ambiental.
“Quando me mudei para o Caparaó, realizei o projeto EnCantos das Aves aqui na região, em 2016/2017. Levava crianças e adultos para observar pássaros. E no final do projeto, a gente lançou um guia de aves do Caparaó”, destacou.

Estima-se que no Parque Nacional do Caparaó existam cerca de 370 espécies de aves. No guia, 60 delas são apresentadas em fotografias e textos descritivos. Há também um mapa com pontos de observação de aves na região do Caparaó Capixaba.

Entre os pássaros, estão algumas espécies pouco vistas como o beija-flor-de-topete-verde, o quete-do-sudeste, o papa-moscas-de-costas-cinzentas e o ameaçado papagaio-de-peito-roxo.

“Com o Vem Passarinhar, a gente meio que faz uma retomada com estes eventos mensais para que os moradores da região e os turistas possam ter contato com observação de pássaros, com a natureza”, afirmou Tatiana Pongiluppi.

Veja a programação:

7h às 10h: Observação de aves
10h às 10h30: Pic nic (traga alguma coisa para compartilhar)
10h30 às 11h: Papo de Natureza – Observação de aves e ciência cidadã

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Projeto Reciclar na Rede promoverá educação ambiental nas escolas

Projeto Reciclar na Rede promoverá educação ambiental nas escolas

Lançado em Campos, o projeto tem como foco a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e promover a inclusão social através da reciclagem

A Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) lançou nessa segunda-feira (16), o projeto Reciclar na Rede, no auditório da Prefeitura de Campos, no Norte Fluminense.

O Grupo Gotta abriu o evento com a apresentação do espetáculo “Quem vai salvar a vida?” Uma adaptação do livro da escritora Ruth Rocha, que fala sobre conscientização ambiental. O Reciclar na Rede será desenvolvido por meio do Programa Municipal de Educação Ambiental (PROMEA) que envolve, além da Seduct, a Secretaria de Planejamento Urbano, Mobilidade e Meio Ambiente e a Secretaria de Serviços Públicos. A Vital Engenharia também é parceira no serviço.

O objetivo, segundo a Prefeitura, é promover a educação ambiental através da coleta seletiva, com foco na responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; promover a inclusão social através da reciclagem; e maior conscientização dos alunos referentes à limpeza pública e a destinação correta dos resíduos gerados nas escolas, nas residências e nas vias públicas.

De acordo com a coordenadora de Ciências da Natureza e Educação Ambiental da Seduct, Ísis Vivório, o projeto vai desenvolver várias atividades com os alunos, entre elas, fazer o caminho do lixo que vai percorrer aterros, cooperativas, até o produto final.

“Além disso, serão realizadas atividades semanais e enviadas para as escolas. Segundo a Vital, a coleta de lixo reciclável ainda é muito pequena no município, queremos mudar isso, envolvendo toda a comunidade escolar, ressaltou Ísis.

O secretário de educação, ciência e tecnologia, Marcelo Feres, ressaltou a importância da união das secretarias e subsecretárias no desenvolvimento dos trabalhos. “A união de todos é importante. O ideal, na coleta de lixo seco é de 30%, e nós não chegamos a 3%. O processo educacional é importante para que todos passam desempenhar seus papeis. O primeiro passo tem que ser dado. Se eu quero uma rua limpa, preciso primeiro limpar minha calçada. Uma cidade limpa se faz de ruas, calçadas e bairros limpos e, para isso, é fundamental um trabalho de equipe” disse o secretário.

A subsecretária de Educação, Rita Abreu, anunciou que a meta é ampliar o número de escolas no projeto, que atualmente é de 28 unidades. “Essa iniciativa visa estimular a conscientização do cuidado com meio ambiente e o descarte adequado do lixo produzido em nossas unidades escolares, refletindo também na mudança hábitos na residência de nossos alunos. A escola é um espaço de ações interativas, multidisciplinares e abrangentes na comunidade a qual está inserida”, diz Rita.

A subsecretária de Ciência e Tecnologia Suzana da Hora, lembrou que no processo de seleção das startups foi selecionado um projeto ligado à consciência educacional. “Através desse projeto as pessoas vão poder fazer sua própria reciclagem através de um aplicativo.

“Estou muito contente com esse projeto, pois, devemos nos conscientizar que não existe planeta B, só temos esse e temos que cuidar”, lembra Suzana.

O secretário de Meio Ambiente, Renê Justen disse que é difícil quebrar hábitos. “A gente precisa de uma nova política de Educação Ambiental e nada melhor que começar nas escolas, pois lá temos multiplicadores” falou Renê.

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Já Frederico Rangel ressaltou que, por dia, são coletadas mais de 200 toneladas de lixo domiciliar. “É um desafio reduzir tudo isso, mas temos feito o possível. Tivemos seis entulhódromos revitalizados em 6 meses. Campos é um município muito extenso e esse projeto é importante para que todos possam se ajudar” finalizou Frederico.

Inicialmente, cerca de 15 mil alunos do Ensino Fundamental serão beneficiados nas 28 unidades. A ideia é, ainda, premiar a escola que mais se empenhar. Pais de alunos e familiares.


Relação das Unidades contempladas na primeira etapa:

E.M. Pequeno Jornaleiro

Centro Educacional 29 de Maio

CIEP Brizolão 144 Prof.ª Carmem Sylvia Carneiro

CIEP Brizolão 481 Arnaldo Rosa Viana

CIEP Maestro Villa Lobos

EM Branca Peçanha Ferreira

EM Clóvis Tavares

EM Custódio Generoso Vieira

EM Custódio Siqueira

EM Dr. Alcindor de Moraes Bessa

EM Dr. Luiz Sobral

EM Francisco de Assis

EM Frederico Paes Barbosa

EM Iniciação Agrícola José Francisco Mota Vasconcelos

E.M. José Carlos Pereira Pinto

EM Lídia Leitão de Albernaz

EM Lions Goitacá

EM Lions II

EM Manoel Ribeiro do Nascimento

EM Maria Lúcia

EM Prisco de Almeida

EM Prof. Walter Siqueira

EM Profª. Olga Linhares Corrêa

EM Profª. Sebastiana Machado da Silva

EM Profª. Wilmar Cava Barros

EM Rotary I

EM Sagrada Família

EM Santo Antônio

EM José do Patrocínio

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Atrativos das unidades de conservação estaduais são destaques no Rio nas Montanhas

Atrativos das unidades de conservação estaduais são destaques no Rio nas Montanhas

A 35ª edição da Abertura da Temporada de Montanhismo acontecerá no fim de maio

Para celebrar o início da melhor época para a prática do montanhismo, nos dias 21 e 22/5, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) participará da 35ª edição da Abertura da Temporada de Montanhismo, agora chamada de Rio nas Montanhas, com tenda personalizada para apresentar os atrativos das unidades de conservação ideais para adeptos e simpatizantes do esporte.

O evento organizado pela Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro (FEMERJ) ocorrerá, na Urca, na capital fluminense, e vai contar com palestras, workshops, exposição de fotos, gincana, atividades externas, equipamentos e muro de escalada, tudo aberto ao público.

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As unidades de conservação estaduais são espaços de excelência do montanhismo, com locais apropriados para a atividade em meio a importantes áreas de Mata Atlântica. Para o presidente do Inea, Philipe Campello, por meio da preservação dessas áreas, esta e as futuras gerações poderão desfrutar diversos tipos de experiências ligadas ao ecoturismo.

“Por lei, o montanhismo é patrimônio imaterial do estado do Rio de Janeiro e nós, do Inea, devemos valorizar essas atividades que contribuem para a aproximação da população e dos os parques, bem como para impulsionar o turismo sustentável e de aventura no interior”, explica Campello.

Técnicos e guarda-parques do Parque Estadual da Serra da Tiririca, da Pedra Branca, dos Três Picos, do Desengano, do Cunhambebe, da Ilha Grande e da Reserva Ecológica Estadual da Juatinga, entre outras unidades de conservação estaduais, estarão no espaço do Inea para expor seus atrativos, tirar dúvidas sobre as regras de uso público e informar sobre a prática do esporte nas áreas protegidas.

Inscrições no site: www.rionasmontanhas.com.br

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Empresa vai investir R$ 150 milhões no setor de energia solar em diferentes regiões do RJ

Empresa vai investir R$ 150 milhões no setor de energia solar em diferentes regiões do RJ

Até 2023, cerca de 15 usinas fotovoltaicas serão instaladas em diferentes regiões do estado

A Atua Energia investirá R$ 150 milhões em projetos de energia solar no Estado do Rio de Janeiro. Em reunião com a Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, a empresa informou que os investimentos serão realizados em diferentes regiões do estado, até 2023, em cerca de 15 usinas de geração fotovoltaica, que terão capacidade de gerar, quando instaladas, 30 megawatts-pico (MWp).

– O Rio de Janeiro tem potencial para se tornar referência em energia limpa no país e vem se mostrando um destino certo para investimentos do setor. Queremos diversificar a matriz elétrica, estimulando o desenvolvimento de projetos que tragam benefícios ao meio ambiente, maior economia para o consumidor final, e gerem ainda mais empregos e renda para a população fluminense – afirma o governador Cláudio Castro.

Duas usinas já estão em fase de construção em Nova Friburgo, na Região Serrana, com investimentos de R$ 10 milhões, e em Cambuci, no Noroeste Fluminense, com investimentos de R$ 18 milhões. As unidades serão conectadas às redes da Enel em setembro e outubro deste ano, respectivamente.

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– Essa é uma energia barata, limpa e renovável, que poderá ser utilizada por produtores rurais, pequenos e médios negócios, com uma economia estimada em até 20% no consumo – afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Cássio Coelho.

Segundo o presidente da Atua Energia, Jorge Maciel, a empresa agora está avaliando onde serão instaladas as outras usinas de geração solar. Ele informou também que cada unidade gera de 40 a 60 empregos diretos e cerca de 200 indiretos na fase de construção. Todos os materiais relacionados à obra civil serão adquiridos no mercado local, de acordo com Maciel.

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